O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

NOME 
 É um dos cinco livros que constituem a Codificação Espírita, conjunto de ensinamentos transmitidos por Espíritos Superiores, organizados e comentados por Allan Kardec.* Esta obra encerra a essência do ensino moral de Jesus e por isso, constitui o abrigo onde os adeptos de todas as religiões – e mesmo os que não têm religião – podem reunir-se, porquanto oferece um roteiro seguro para a nossa reforma íntima, objetivo apontado pelo Cristo como indispensável para alcançarmos a felicidade vindoura, a paz interior, essa conquista que somente a observância plena das leis divinas pode proporcionar ao Espírito na sua caminhada evolutiva para Deus. * O Livro dos Espíritos, 1857; O Livro dos Médiuns, 1861; O Evangelho segundo o Espiritismo, 1864; O Céu e o Inferno, 1865; A Gênese, 1868.

O Livro Dos Espíritos

Dos cinco livros fundamentais que compõem a Codificação do Espiritismo, este foi o primeiro, reunindo os ensinos dos Espíritos Superiores através de médiuns de várias partes do Mundo. Ele é o marco inicial de uma Doutrina que trouxe uma profunda repercussão no pensamento e na visão de vida de considerável parcela da Humanidade, desde 1857, data da primeira edição francesa. Estruturado em quatro partes e contendo 1.019 perguntas formuladas pelo Codificador, aborda os ensinamentos espíritas, de uma forma lógica e racional, sob os aspectos científico, filosófico e religioso. Independentemente de crença ou convicção religiosa, a leitura de “O Livro dos Espíritos” será de imenso valor para todos, porque trata de Deus, da imortalidade da alma, da natureza dos Espíritos, de suas relações com os homens, das leis morais, da vida presente, da vida futura e do porvir da Humanidade, assuntos de interesse geral e de grande atualidade. 

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O Que É O Espiritismo

Obra sempre atual, útil aos adeptos da Doutrina Espírita, como também àqueles que desejam conhecer a natureza do Espiritismo e a definição de seus pontos fundamentais. A lógica e o bom senso de Allan Kardec aí se evidenciam, desconcertando os negativistas e clareando as indagações dos que acreditam e aspiram à vida superior. Divide-se em 3 capítulos: O primeiro, sob a forma de diálogos com um crítico, um céptico e um padre, traz respostas àqueles que desconhecem os princípios básicos da Doutrina, bem como apropriadas refutações aos seus contraditores. O segundo capítulo, expõe partes da ciência prática e experimental, caracterizando-se como um resumo de O Livro dos Médiuns. No terceiro capítulo, é publicado o resumo de O Livro dos Espíritos, com a solução, apontada pela Doutrina Espírita, de problemas de ordem psicológica, moral e filosófica. Contém também a biografia de Allan Kardec, por Henri Sausse. 

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A Gênese


É uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: Na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; Em sua segunda parte, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; Na terceira parte enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no Mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas Leis Divinas.

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Sexo e Destino



 Que efeito terão para o espírito imortal em sua vida futura, em seu destino, suas experiências sexuais e sua conduta, quando encarnado? O leitor encontrará neste livro respostas às suas indagações sobre o relacionamento sexual humano, com as implicações na vida do espírito imortal, possibilitando-lhe que "aprenda com a biblioteca da experiência".
 Sexo e destino, amor e consciência, liberdade e compromisso, alcoolismo, culpa e resgate, lar e reencarnação são, dentre outros, os temas abordados nesta obra.






Que efeito terão para o espírito imortal em sua vida futura, em seu destino, suas experiências sexuais e sua conduta, quando encarnado?
O leitor encontrará neste livro respostas às suas indagações sobre o relacionamento sexual humano, com as implicações na vida do espírito imortal, possibilitando-lhe que "aprenda com a biblioteca da experiência".
Sexo e destino, amor e consciência, liberdade e compromisso, alcoolismo, culpa e resgate, lar e reencarnação são, dentre outros, os temas abordados nesta obra.
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Que efeito terão para o espírito imortal em sua vida futura, em seu destino, suas experiências sexuais e sua conduta, quando encarnado?
O leitor encontrará neste livro respostas às suas indagações sobre o relacionamento sexual humano, com as implicações na vida do espírito imortal, possibilitando-lhe que "aprenda com a biblioteca da experiência".
Sexo e destino, amor e consciência, liberdade e compromisso, alcoolismo, culpa e resgate, lar e reencarnação são, dentre outros, os temas abordados nesta obra.
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Liberdade e Espiritismo


Livro: Já Estava Escrito
Hélio da Silveira Pinto
Causa surpresa aos que desconhecem a nossa Doutrina quando se afirma que o espírita é uma pessoa totalmente livre.
Custam a acreditar que o espírita não tem deveres religiosos, que não existem no Espiritismo, cultos, sacerdotes, dogmas, ritos, liturgia, templos e (as vezes o que mais surpreende) hierarquia.
Admiram-se de não haver obrigações, de qualquer espécie, imposta aos seus seguidores.
O espírita é orientado quanto ao certo e o errado, é claro, pois estuda o Evangelho e aprende toda beleza dos ensinamentos de Jesus.
Aprende que devemos amar e respeitar o próximo. Jesus mesmo disse (Jo 13:35) que seus seguidores seriam conhecidos por muito se amarem uns aos ouros.
Conhece, o espírita, diversas leis de origem divina como a do Progresso, da Igualdade, da Liberdade (de consciência, o livre arbítrio, de justiça, de amor e de caridade).
Fica sabendo que o livre arbítrio é conquistado pelo próprio espírito a medida que vai evoluindo, moral e culturalmente. Sendo essas leis divinas é lógico que atentarmos contra elas de certa forma é um atentado a Ordem Divina.
Assim, o espírita não é proibido de nada, mas sabe que deverá arcar com a responsabilidade por todos os atos, conscientes, de desequilíbrio que praticar. Que terá que reconstruir o que destruir, responder pelo mal praticado e harmonizar o que desarmonizar, etc.
É o que podemos chamar de liberdade com responsabilidade.
Esse direito a liberdade no Espiritismo é tão diferente do que se passa em outras correntes religiosas que é sempre bom falar nela. Seja para ensinar aos neófitos como para relembrar aos demais companheiros.
Isso é tão importante que nunca é demais tocar no assunto, para evitar que o esquecimento caia sobre essa lei divina.
Afinal, os homens hoje não diferem muito (talvez sejam os mesmos) dos que, no passado, foram, pouco a pouco, modificando o Cristianismo e daí resultando toda uma seqüência de criações de práticas diferentes das dos primeiros cristãos.
Cultos, hierarquia e tudo mais, já citados no início desse artigo, são elementos estranhos ao Cristianismo primitivo.
Daí surgiu todo um formalismo e as criaturas ficaram presas a ele. Tudo marcado, limitado, obrigatório. Há um dia, hora, local e formas determinadas, palavras e gestos cabalísticos, para cumprirem seus deveres.
Após séculos e séculos dessa prática mecânica, surge a idéia de que basta presenciar ou participar de um determinado ato religioso e será alcançada a quitação dos compromissos das criaturas com o Criador.
Resultado desse equívoco é essa humanidade de religiosidade apenas aparente porque, na verdade, no íntimo, é profundamente materialista.
Veja-se a maioria das pessoas que só se lembram de Deus quando têm algo para pedir. Agradecer, às vezes, por algo alcançado. Mas agradecer existir, ter a vida, ter a ajuda espiritual em horas que nem ficamos sabendo? Isso nem pensar.
O espírita não deve agir dessa maneira. Ele não vai ao Centro para cumprir um dever ou uma obrigação. Não pode se sentir obrigado a participar dos trabalhos da casa espírita porque ele sabe que é livre.
Pelo mesmo motivo também não pode querer obrigar alguém a freqüentá-la. Se fizer estará errando. Não existe o você TEM que ir lá.
O leitor, que me honra com sua atenção, poderá estar pensando: mas eu conheço quem faz essas coisas, como que espírita não faz isso? Eu não disse que não faz, eu disse que não deve fazer, é diferente.
Os ensinamentos são claros com relação ao espírito de tolerância e o conseqüente respeito ao livre arbítrio do próximo. Infelizmente nem todas as pessoas já conseguiram vencer as mazelas do passado, vivido dentro de outros princípios. Há, também, muito de ignorância (nem todos estudam como deviam) além de vaidade e orgulho que levam certos companheiros a atitudes não aconselháveis de superioridade e de donos da verdade.
O espírita equilibrado não comete mais esses equívocos, como também não vê no dirigente de casa espírita ou organização alguém com a missão de padre, pastor ou até de guru, para resolver assuntos pessoais e nem como instrumento de intercessão junto a Deus.
Os verdadeiros espíritas (os que promovem a reforma íntima), podem ser conhecidos, como os seguidores de Jesus, por muito se amarem.
Para alcançar tão difícil meta (amar) é preciso iniciar o caminho desenvolvendo o espírito de tolerância. Jesus ensinou e praticou a tolerância.
Ela nos ensina a aceitar as pessoas como elas são e não como queremos que elas sejam. Se queremos mudá-las (para melhor? Ou para o nosso gosto?) então estamos sendo tolerantes. É preciso também aceitar o chamado lado sombra (o não agradável) que todos temos, pois faz parte do todo.
A tolerância é um componente importante para a prática do amor e da liberdade pregada pelo Espiritismo.
É necessário, ao espírita, incorporar no seu comportamento aquilo que aprende na Doutrina. Vejamos algumas coisas referentes ao nosso tema.
Em "A Gênese" capítulo 1ª, item 13, vemos Kardec tecer comentários sobre a liberdade de pensamento dos espíritas. Ali Kardec ensina que o espírita tem o direito inalienável de chegar às suas próprias conclusões. Nem poderia ser diferente, se temos liberdade de ação é porque temos a de pensamento portanto a de opinião. Seria absurdo liberdade de ação impensada.
Kardec vai mais além, sabendo, porque é lógico, que a liberdade de opinião iria importar em conclusões diferentes e sabendo também que nem todos já atingiram àquele estágio de evolução espiritual que permite alta tolerância, com a aceitação do próximo como ele é e, lógico, como ele pensa, previu que surgiriam dissidências de opinião.
Como sempre equilibrado, ele apresentou, de pronto, o remédio para o problema. Na obra "Viagem Espírita em 1862", muito pouco conhecida e muito menos lida, no Projeto de Regulamento para Grupos e pequenas Sociedades Espíritas diz (nota na alínea b do artigo 5): "Em caso de dissidência aquele que crer estar com a razão deverá prová-lo por um espírito de maior caridade e maior benevolência. O lado errado será, evidentemente aquele que denegrir o outro e atirar-lhe a pedra".
Lembram a citação do Jo 13:35 relativa aos seguidores de Jesus? Quem ofende ama o ofendido? Logo...! É claro que quem não respeita o direito do outro de usar as prerrogativas que lhe foram dadas por Deus e confirmadas por Jesus, Kardec e os Espíritos, está completamente equivocado.
O Espiritismo não aceita donos da verdade até porque a espiritualidade e Kardec ensinam que a Revelação Espírita é progressiva e não está completa em parte alguma.
Já pensaram como será agradável o mundo quando todos os homens se respeitarem e, assim, respeitarem a Deus através da Sua obra, o próprio homem? Não sei como alguém pode pensar em agradar um pai agredindo um de seus filhos.
O mesmo raciocínio deve ser aplicado a Deus, o Divino Pai, em relação aos seus filhos.
O espírita em seu próprio benefício, quando mais nao seja para praticar a virtude da tolerância, deve respeitar a liberdade de todos.
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CORRENTE MAGNETICA: ESTUDO E SEGURANÇA NA SUA PRÁTICA


 CORRENTE MAGNETICA: ESTUDO E SEGURANÇA NA SUA PRÁTICA
Grupo Irmão Áureo
01/09/2007
Espírito: Irmão Áureo

Nas lutas da vida, abraçamos sempre uma causa. Alguns aderem à causa política, outros à do dinheiro, à da religião, da educação. Nós aderimos à causa do Cristo. Não se trata só de uma causa religiosa, com base nos conceitos do mundo, mas uma causa do trabalho pelo bem do próximo, pela evolução das criaturas. E o lema de nossa Casa: um programa em prol do trabalho do amor.
Nunca exigimos dos que aqui ingressam que fossem virtuosos, possuidores de cultura ou de situação privilegiada na sociedade. Aqui, as portas se abriram para os sofredores, para os caídos na vida e que desejam levantar-se pela mediunidade e pelo trabalho ao semelhante. Jamais lhes perguntamos: - qual a sua moral? Quais suas qualidades? Quais suas disposições para o trabalho ou para a promoção do próprio espírito para a luz?
Lembrem-se: à frente de qualquer circunstância, aqui em nossa Casa, está o progresso espiritual, o trabalho da fraternidade e da solidariedade fraterna. Tudo o mais não nos interessa, porque são coisas vãs, são vaidades humanas. Não é da nossa conta ou interesse o que fazem as lideranças dentro do movimento espírita. Não estamos a perguntar sobre condições morais, mas propósitos de trabalho e seus resultados. O que nos interessa são os resultados, não a filosofia do trabalho medii’inico. O que importa é o trabalho em favor do necessitado. Nossa Casa sempre se guiou pelas orientações espirituais, seguindo um rumo traçado anteriormente. Não se trata de gosto, mas de programação da Casa, muito antes de vocês estarem por aqui, com métodos e formas de fazer bem definidos.
É preciso que os dirigentes sejam leais a estes propósitos, custe o que custar, porque eles estão relacionados com as diretrizes mais altas em torno dos destinos da Fraternidade Alian Kardec. Não é novidade que, nestes momentos graves, a instituição possa ser criticada pelos métodos que pratica. Não é a primeira que isso acontece. Mas, devemos pennaneeer fiéis, firmes, seguros e confiantes nos resultados. Esse é um bom combate: um combate de fé, de humildade.
Não buscamos glória, reconhecimento ou liderança no Movimento Espírita, seja de rasília, do Brasil ou do mundo. Se o que fazemos se espalha, isso é conseqüência dos resultados, num processo natural. Nosso compromisso é o de abrir as portas e acolher os que precisam de auxílio. Utilizando o método da corrente magnética, nunca deixamos de trabalhar em beneficio dos infelizes, nunca deixamos de atender a qualquer processo obsessivo, seja de encarnado ou desencarnado, mesmo aos portadores de necessidades as mais profundas. Afianço-lhes com a minha palavra: jamais um espírito sofredor aqui deixou de ser alvo do amor das equipes espirituais.
 Do que temer? Do que duvidar? Aguardamos silenciosamente que os nossos irmãos aprendam pelas forças naturais da vida a respeitar o trabalho alheio. Jogar pedras sobre o trabalho alheio é situação grave e perigosa. Rogamos que todos eles sejam merecedores das bênçãos divinas para que seus olhos sejam abertos e compreendam que a realidade da vida não é aquela que imaginam. Todos merecem respeito.
Não estamos defendendo bandeiras. Jamais fizemos comentários, críticas ou condenação à forma de trabalhar das casas espíritas. Revejam os arquivos da Casa, a ver se encontram qualquer condenação de nossa parte. Aqui, não estamos também a condenar os dirigentes da Federação ou seus oradores. São companheiros de valor, que, no presente caso, se mostram apenas ignorantes do assunto. Não nos interessa e não nos importa que usem o microfone contra os trabalhos da Casa, porque estamos seguros para realizar o que para ela foi programado. Estou a pedir, isso sim, que vocês, dirigentes, não duvidem não de nós mas do trabalho produzido, dos resultados. São os resultados que falam pelo método utilizado.
Nunca faltamos ao dever de espíritas kardecistas; nenhum espfrita sincero poderá jamais concluir que estamos fora dos ensinos de Kardec. Estejam seguros, confiantes, a fim de que passem a mesma segurança à comunidade. No dia em que duvidarem do nosso método, estarão cavando um buraco nas estruturas de nossa Casa. Unidos, pois, estamos em relação à corrente magnética, ao uso do magnetismo da música em favor do próximo. Da parte da Espiritualidade não haverá qualquer mudança neste sentido, porque seguimos os objetivos programados para nossa instituição.
Cegos diante da realidade espiritual, talvez vocês não façam idéia da ação da corrente magnética. Por mais que vejam, por mais que sintam, ainda não conseguem perceber um décimo do que se passa num trabalho de corrente magnética. Agindo com pleno sucesso, tanto aqui como nos postos de socorro ligados à nossa Casa, estimamos que isso possa ser avaliado, tomando contato com as estrondosas repercussões nas estruturas da criatura humana a partir da corrente magnética.
No dia em que ousarem fechar a escola, estará decretado o fim da Casa. O mesmo ocorrerá com relação à corrente magnética. O assunto é sério, grave e importante. Precisa ser visto por todos vocês com a seriedade que ele requer. Não vamos retroceder: nosso método de desobsessão é o da corrente magnética. Vamos realizá-lo, queiram ou não queiram, em face da praticidade e eficácia, possibilitando amparo à grande multidão de necessitados. Levaremos até onde necessário os princípios adotados, conforme nos foi orientado pelas autoridades superiores.
Abracem nossos trabalhos; procurem estudá-los e compreendê-los, a fim de que sejam firmes e seguros no que fazem. Aqui não pode existir dúvida, desconfiança ou brecha. Ouso lhes perguntar: vocês têm estudado a corrente magnética? Estudem-na, compreendam-na e a abracem com determinação. A Casa não está destinada a missões grandiosas, nem na assistência social, nem nos atendimentos espirituais; não teremos expressões de relevo na Doutrina Espírita. Não vamos ter livros editados, não vamos ser escritores ou médiuns de características variadas e diversas. Não há, pois, qualquer expectativa de sermos conhecidos pelo que aqui se faz. Nosso trabalho é comum, o de auxiliar pelo magnetismo, de esclarecer pelo Evangelho. Então, vamos realizar o que nos compete simplesmente, dentro da direção estabelecida.
Convoco-os a mais estudo. Temos verificado que, pelas rotinas da vida, vocês orientam os cursos, os trabalhos que dirigem, mas se esquecem do estudo. Muito dirigente da casa não sabe o que é corrente magnética. Interessem-se mais pelo assunto. Busquem os magnetizadores, busquem Kardec. Estudem, esclareçam os próprios espíritos, a fim de que não precisem se sujeitar à ignorância alheia, mas conscientes do que estão fazendo, sabedores dos resultados que alcançam. Convoco, portanto, os dirigentes da Casa a reverem os estudos e os trabalhos de direção, a compreenderem as atividades uns dos outros, a reverem as questões do magnetismo, promovendo o progresso nessa área. Não se conformem só de falar “passem” e “sigam”, mas saibam como exigir o máximo dos médiuns, tanto nos procedimentos da corrente magnética, quanto nos do passe.
A obediência ao processo é real, mas, quanto dirigente não sabe o que é magnetismo; dirigem maquinalmente, sem saber com que forças trabalham. A obediência à corrente magnética vem sendo seguida com amor e carinho, mas com acomodação. Ouso dizer até que em alguns trabalhos há certo desinteresse, frieza, automatismo, seguindo os padrões, mas sem essência, sem o cerne do conhecimento para fazer o que sabem, amar o que sabem. E tempo de sair da inércia. E preciso mais compreensão e estudo. Não quero ver ninguém de cabeça baixa por ignorância, porque não é capaz, porque não sabe o que faz. Não os condeno, mas os exorto a mais estudo com relação ao que tratamos aqui hoje.
São momentos importantes dentro do Movimento Espírita. Ouviremos rumores de que falam contra a corrente magnética. Isso não nos importa se estivermos fazendo uso dela da melhor forma. E uma nova batalha do bem, do crescimento. E preciso que se encontrem formas de realizar as presentes propostas.
Devo lhes dizer ainda que esta Casa não está sofrendo com estes golpes porque os médiuns daqui amam o trabalho e gostam do que estão fazendo. Não estão preocupados se estão ou não falando mal dele. Poderíamos estar sofrendo se vocês, dirigentes, abrissem brecha para a dúvida.
Esperamos de coração que a repercussão do fato seja o progresso de todos. O amor do Cristo continuará abençoando os nossos trabalhos. Ele não nos perguntará se estamos ou não com a corrente magnética, mas se estamos acolhendo os necessitados. Abracemos, então, os nossos trabalhos e fortaleçamos a compreensão do que fazemos. Estou e estarei sempre presente. Estamos juntos. Deus os abençoe.

JUÍZO FINAL


 Sentado o Padre Eterno em trono refulgente,
Olhar severo envia a toda aquela gente!
 
Enquanto anjos cantam, outros vão levando
ante a figura austera desse Venerando
as almas que da tumba emigram assustadas,
vendo o tribunal solene, majestoso,
em que vão ser julgadas.
 
Dois grupos são formados,
um de cada lado:
o da direita, Céu; o da esquerda, Averno;
e Satanás, ao canto, o chifre fumegante,
espera impaciente, impávido, arrogante,
a “turma” para o inferno.
 
Aconchegando o filho, a alma bem-amada,
e que na terra fora algo desassisada,
uma mulher se chega e a sua prece faz,
rogando ao Padre Eterno poupe do inferno
o pobre do rapaz.
 
Cofia o Padre Eterno a longa barba branca
e os óculos ajustando à ponta do nariz,
o olhar dirige então à pobre desgraçada
e compassado diz:
 
“Os anjos vão levar-te agora ao Paraíso
e dar-te a recompensa, o teu descanso eterno.
Ali desfrutarás felicidades mil,
porém teu filho mau irá para o inferno.”
 
Um anjo toma o moço e o leva a Satanás;
porém a pobre mãe, ao ver partir o filho,
aflita, corre atrás!
 
E ao incorporar-se às hostes infernais,
eis grita o Padre Eterno em tom assustador:
“Mulher, para onde vais?!!!”
 
E o que passou-se, então,
ninguém esquece mais:
 
“Eu vou para o inferno, ao lado do meu filho,
a repartir comigo a sua desventura!
As lágrimas de mãe, as gotas do meu pranto
acalmarão no Averno a sua queimadura!”
 
“Eu deixo para ti esse teu Paraíso,
essa mansão celeste onde o amor é surdo!
Onde se goza a vida a contemplar tormento,
onde a palavra amor represa um absurdo!”
 
“Entrega esse teu Céu às mães malvadas,
vis, que os filhos já mataram para os não criar,
pois só essas megeras poderão,
no Céu, ouvir gritar seus filhos sem se consternar!”
 
“Desprezo esse teu Céu! O meu amor é grande!
Imenso! Assaz sublime! E posso te afirmar
que se não te comove o pranto lá do inferno,
e os que no Averno estão são todos filhos teus,
o meu amor excede o próprio amor de Deus!”
 
E ante o estupefacto olhar do Padre Eterno,
a mãe beijou o filho
...e foi para o inferno...


(Benedito Godoy Paiva)
(Anuário Espírita de 1981)
 

domingo, 19 de dezembro de 2010

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

NOME 
 É um dos cinco livros que constituem a Codificação Espírita, conjunto de ensinamentos transmitidos por Espíritos Superiores, organizados e comentados por Allan Kardec.* Esta obra encerra a essência do ensino moral de Jesus e por isso, constitui o abrigo onde os adeptos de todas as religiões – e mesmo os que não têm religião – podem reunir-se, porquanto oferece um roteiro seguro para a nossa reforma íntima, objetivo apontado pelo Cristo como indispensável para alcançarmos a felicidade vindoura, a paz interior, essa conquista que somente a observância plena das leis divinas pode proporcionar ao Espírito na sua caminhada evolutiva para Deus. * O Livro dos Espíritos, 1857; O Livro dos Médiuns, 1861; O Evangelho segundo o Espiritismo, 1864; O Céu e o Inferno, 1865; A Gênese, 1868.

O Livro Dos Espíritos

Dos cinco livros fundamentais que compõem a Codificação do Espiritismo, este foi o primeiro, reunindo os ensinos dos Espíritos Superiores através de médiuns de várias partes do Mundo. Ele é o marco inicial de uma Doutrina que trouxe uma profunda repercussão no pensamento e na visão de vida de considerável parcela da Humanidade, desde 1857, data da primeira edição francesa. Estruturado em quatro partes e contendo 1.019 perguntas formuladas pelo Codificador, aborda os ensinamentos espíritas, de uma forma lógica e racional, sob os aspectos científico, filosófico e religioso. Independentemente de crença ou convicção religiosa, a leitura de “O Livro dos Espíritos” será de imenso valor para todos, porque trata de Deus, da imortalidade da alma, da natureza dos Espíritos, de suas relações com os homens, das leis morais, da vida presente, da vida futura e do porvir da Humanidade, assuntos de interesse geral e de grande atualidade. 

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O Que É O Espiritismo

Obra sempre atual, útil aos adeptos da Doutrina Espírita, como também àqueles que desejam conhecer a natureza do Espiritismo e a definição de seus pontos fundamentais. A lógica e o bom senso de Allan Kardec aí se evidenciam, desconcertando os negativistas e clareando as indagações dos que acreditam e aspiram à vida superior. Divide-se em 3 capítulos: O primeiro, sob a forma de diálogos com um crítico, um céptico e um padre, traz respostas àqueles que desconhecem os princípios básicos da Doutrina, bem como apropriadas refutações aos seus contraditores. O segundo capítulo, expõe partes da ciência prática e experimental, caracterizando-se como um resumo de O Livro dos Médiuns. No terceiro capítulo, é publicado o resumo de O Livro dos Espíritos, com a solução, apontada pela Doutrina Espírita, de problemas de ordem psicológica, moral e filosófica. Contém também a biografia de Allan Kardec, por Henri Sausse. 

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A Gênese


É uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: Na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; Em sua segunda parte, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; Na terceira parte enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no Mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas Leis Divinas.

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sexo e Destino



 Que efeito terão para o espírito imortal em sua vida futura, em seu destino, suas experiências sexuais e sua conduta, quando encarnado? O leitor encontrará neste livro respostas às suas indagações sobre o relacionamento sexual humano, com as implicações na vida do espírito imortal, possibilitando-lhe que "aprenda com a biblioteca da experiência".
 Sexo e destino, amor e consciência, liberdade e compromisso, alcoolismo, culpa e resgate, lar e reencarnação são, dentre outros, os temas abordados nesta obra.






Que efeito terão para o espírito imortal em sua vida futura, em seu destino, suas experiências sexuais e sua conduta, quando encarnado?
O leitor encontrará neste livro respostas às suas indagações sobre o relacionamento sexual humano, com as implicações na vida do espírito imortal, possibilitando-lhe que "aprenda com a biblioteca da experiência".
Sexo e destino, amor e consciência, liberdade e compromisso, alcoolismo, culpa e resgate, lar e reencarnação são, dentre outros, os temas abordados nesta obra.
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Que efeito terão para o espírito imortal em sua vida futura, em seu destino, suas experiências sexuais e sua conduta, quando encarnado?
O leitor encontrará neste livro respostas às suas indagações sobre o relacionamento sexual humano, com as implicações na vida do espírito imortal, possibilitando-lhe que "aprenda com a biblioteca da experiência".
Sexo e destino, amor e consciência, liberdade e compromisso, alcoolismo, culpa e resgate, lar e reencarnação são, dentre outros, os temas abordados nesta obra.
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domingo, 5 de dezembro de 2010

Liberdade e Espiritismo


Livro: Já Estava Escrito
Hélio da Silveira Pinto
Causa surpresa aos que desconhecem a nossa Doutrina quando se afirma que o espírita é uma pessoa totalmente livre.
Custam a acreditar que o espírita não tem deveres religiosos, que não existem no Espiritismo, cultos, sacerdotes, dogmas, ritos, liturgia, templos e (as vezes o que mais surpreende) hierarquia.
Admiram-se de não haver obrigações, de qualquer espécie, imposta aos seus seguidores.
O espírita é orientado quanto ao certo e o errado, é claro, pois estuda o Evangelho e aprende toda beleza dos ensinamentos de Jesus.
Aprende que devemos amar e respeitar o próximo. Jesus mesmo disse (Jo 13:35) que seus seguidores seriam conhecidos por muito se amarem uns aos ouros.
Conhece, o espírita, diversas leis de origem divina como a do Progresso, da Igualdade, da Liberdade (de consciência, o livre arbítrio, de justiça, de amor e de caridade).
Fica sabendo que o livre arbítrio é conquistado pelo próprio espírito a medida que vai evoluindo, moral e culturalmente. Sendo essas leis divinas é lógico que atentarmos contra elas de certa forma é um atentado a Ordem Divina.
Assim, o espírita não é proibido de nada, mas sabe que deverá arcar com a responsabilidade por todos os atos, conscientes, de desequilíbrio que praticar. Que terá que reconstruir o que destruir, responder pelo mal praticado e harmonizar o que desarmonizar, etc.
É o que podemos chamar de liberdade com responsabilidade.
Esse direito a liberdade no Espiritismo é tão diferente do que se passa em outras correntes religiosas que é sempre bom falar nela. Seja para ensinar aos neófitos como para relembrar aos demais companheiros.
Isso é tão importante que nunca é demais tocar no assunto, para evitar que o esquecimento caia sobre essa lei divina.
Afinal, os homens hoje não diferem muito (talvez sejam os mesmos) dos que, no passado, foram, pouco a pouco, modificando o Cristianismo e daí resultando toda uma seqüência de criações de práticas diferentes das dos primeiros cristãos.
Cultos, hierarquia e tudo mais, já citados no início desse artigo, são elementos estranhos ao Cristianismo primitivo.
Daí surgiu todo um formalismo e as criaturas ficaram presas a ele. Tudo marcado, limitado, obrigatório. Há um dia, hora, local e formas determinadas, palavras e gestos cabalísticos, para cumprirem seus deveres.
Após séculos e séculos dessa prática mecânica, surge a idéia de que basta presenciar ou participar de um determinado ato religioso e será alcançada a quitação dos compromissos das criaturas com o Criador.
Resultado desse equívoco é essa humanidade de religiosidade apenas aparente porque, na verdade, no íntimo, é profundamente materialista.
Veja-se a maioria das pessoas que só se lembram de Deus quando têm algo para pedir. Agradecer, às vezes, por algo alcançado. Mas agradecer existir, ter a vida, ter a ajuda espiritual em horas que nem ficamos sabendo? Isso nem pensar.
O espírita não deve agir dessa maneira. Ele não vai ao Centro para cumprir um dever ou uma obrigação. Não pode se sentir obrigado a participar dos trabalhos da casa espírita porque ele sabe que é livre.
Pelo mesmo motivo também não pode querer obrigar alguém a freqüentá-la. Se fizer estará errando. Não existe o você TEM que ir lá.
O leitor, que me honra com sua atenção, poderá estar pensando: mas eu conheço quem faz essas coisas, como que espírita não faz isso? Eu não disse que não faz, eu disse que não deve fazer, é diferente.
Os ensinamentos são claros com relação ao espírito de tolerância e o conseqüente respeito ao livre arbítrio do próximo. Infelizmente nem todas as pessoas já conseguiram vencer as mazelas do passado, vivido dentro de outros princípios. Há, também, muito de ignorância (nem todos estudam como deviam) além de vaidade e orgulho que levam certos companheiros a atitudes não aconselháveis de superioridade e de donos da verdade.
O espírita equilibrado não comete mais esses equívocos, como também não vê no dirigente de casa espírita ou organização alguém com a missão de padre, pastor ou até de guru, para resolver assuntos pessoais e nem como instrumento de intercessão junto a Deus.
Os verdadeiros espíritas (os que promovem a reforma íntima), podem ser conhecidos, como os seguidores de Jesus, por muito se amarem.
Para alcançar tão difícil meta (amar) é preciso iniciar o caminho desenvolvendo o espírito de tolerância. Jesus ensinou e praticou a tolerância.
Ela nos ensina a aceitar as pessoas como elas são e não como queremos que elas sejam. Se queremos mudá-las (para melhor? Ou para o nosso gosto?) então estamos sendo tolerantes. É preciso também aceitar o chamado lado sombra (o não agradável) que todos temos, pois faz parte do todo.
A tolerância é um componente importante para a prática do amor e da liberdade pregada pelo Espiritismo.
É necessário, ao espírita, incorporar no seu comportamento aquilo que aprende na Doutrina. Vejamos algumas coisas referentes ao nosso tema.
Em "A Gênese" capítulo 1ª, item 13, vemos Kardec tecer comentários sobre a liberdade de pensamento dos espíritas. Ali Kardec ensina que o espírita tem o direito inalienável de chegar às suas próprias conclusões. Nem poderia ser diferente, se temos liberdade de ação é porque temos a de pensamento portanto a de opinião. Seria absurdo liberdade de ação impensada.
Kardec vai mais além, sabendo, porque é lógico, que a liberdade de opinião iria importar em conclusões diferentes e sabendo também que nem todos já atingiram àquele estágio de evolução espiritual que permite alta tolerância, com a aceitação do próximo como ele é e, lógico, como ele pensa, previu que surgiriam dissidências de opinião.
Como sempre equilibrado, ele apresentou, de pronto, o remédio para o problema. Na obra "Viagem Espírita em 1862", muito pouco conhecida e muito menos lida, no Projeto de Regulamento para Grupos e pequenas Sociedades Espíritas diz (nota na alínea b do artigo 5): "Em caso de dissidência aquele que crer estar com a razão deverá prová-lo por um espírito de maior caridade e maior benevolência. O lado errado será, evidentemente aquele que denegrir o outro e atirar-lhe a pedra".
Lembram a citação do Jo 13:35 relativa aos seguidores de Jesus? Quem ofende ama o ofendido? Logo...! É claro que quem não respeita o direito do outro de usar as prerrogativas que lhe foram dadas por Deus e confirmadas por Jesus, Kardec e os Espíritos, está completamente equivocado.
O Espiritismo não aceita donos da verdade até porque a espiritualidade e Kardec ensinam que a Revelação Espírita é progressiva e não está completa em parte alguma.
Já pensaram como será agradável o mundo quando todos os homens se respeitarem e, assim, respeitarem a Deus através da Sua obra, o próprio homem? Não sei como alguém pode pensar em agradar um pai agredindo um de seus filhos.
O mesmo raciocínio deve ser aplicado a Deus, o Divino Pai, em relação aos seus filhos.
O espírita em seu próprio benefício, quando mais nao seja para praticar a virtude da tolerância, deve respeitar a liberdade de todos.

domingo, 28 de novembro de 2010

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CORRENTE MAGNETICA: ESTUDO E SEGURANÇA NA SUA PRÁTICA


 CORRENTE MAGNETICA: ESTUDO E SEGURANÇA NA SUA PRÁTICA
Grupo Irmão Áureo
01/09/2007
Espírito: Irmão Áureo

Nas lutas da vida, abraçamos sempre uma causa. Alguns aderem à causa política, outros à do dinheiro, à da religião, da educação. Nós aderimos à causa do Cristo. Não se trata só de uma causa religiosa, com base nos conceitos do mundo, mas uma causa do trabalho pelo bem do próximo, pela evolução das criaturas. E o lema de nossa Casa: um programa em prol do trabalho do amor.
Nunca exigimos dos que aqui ingressam que fossem virtuosos, possuidores de cultura ou de situação privilegiada na sociedade. Aqui, as portas se abriram para os sofredores, para os caídos na vida e que desejam levantar-se pela mediunidade e pelo trabalho ao semelhante. Jamais lhes perguntamos: - qual a sua moral? Quais suas qualidades? Quais suas disposições para o trabalho ou para a promoção do próprio espírito para a luz?
Lembrem-se: à frente de qualquer circunstância, aqui em nossa Casa, está o progresso espiritual, o trabalho da fraternidade e da solidariedade fraterna. Tudo o mais não nos interessa, porque são coisas vãs, são vaidades humanas. Não é da nossa conta ou interesse o que fazem as lideranças dentro do movimento espírita. Não estamos a perguntar sobre condições morais, mas propósitos de trabalho e seus resultados. O que nos interessa são os resultados, não a filosofia do trabalho medii’inico. O que importa é o trabalho em favor do necessitado. Nossa Casa sempre se guiou pelas orientações espirituais, seguindo um rumo traçado anteriormente. Não se trata de gosto, mas de programação da Casa, muito antes de vocês estarem por aqui, com métodos e formas de fazer bem definidos.
É preciso que os dirigentes sejam leais a estes propósitos, custe o que custar, porque eles estão relacionados com as diretrizes mais altas em torno dos destinos da Fraternidade Alian Kardec. Não é novidade que, nestes momentos graves, a instituição possa ser criticada pelos métodos que pratica. Não é a primeira que isso acontece. Mas, devemos pennaneeer fiéis, firmes, seguros e confiantes nos resultados. Esse é um bom combate: um combate de fé, de humildade.
Não buscamos glória, reconhecimento ou liderança no Movimento Espírita, seja de rasília, do Brasil ou do mundo. Se o que fazemos se espalha, isso é conseqüência dos resultados, num processo natural. Nosso compromisso é o de abrir as portas e acolher os que precisam de auxílio. Utilizando o método da corrente magnética, nunca deixamos de trabalhar em beneficio dos infelizes, nunca deixamos de atender a qualquer processo obsessivo, seja de encarnado ou desencarnado, mesmo aos portadores de necessidades as mais profundas. Afianço-lhes com a minha palavra: jamais um espírito sofredor aqui deixou de ser alvo do amor das equipes espirituais.
 Do que temer? Do que duvidar? Aguardamos silenciosamente que os nossos irmãos aprendam pelas forças naturais da vida a respeitar o trabalho alheio. Jogar pedras sobre o trabalho alheio é situação grave e perigosa. Rogamos que todos eles sejam merecedores das bênçãos divinas para que seus olhos sejam abertos e compreendam que a realidade da vida não é aquela que imaginam. Todos merecem respeito.
Não estamos defendendo bandeiras. Jamais fizemos comentários, críticas ou condenação à forma de trabalhar das casas espíritas. Revejam os arquivos da Casa, a ver se encontram qualquer condenação de nossa parte. Aqui, não estamos também a condenar os dirigentes da Federação ou seus oradores. São companheiros de valor, que, no presente caso, se mostram apenas ignorantes do assunto. Não nos interessa e não nos importa que usem o microfone contra os trabalhos da Casa, porque estamos seguros para realizar o que para ela foi programado. Estou a pedir, isso sim, que vocês, dirigentes, não duvidem não de nós mas do trabalho produzido, dos resultados. São os resultados que falam pelo método utilizado.
Nunca faltamos ao dever de espíritas kardecistas; nenhum espfrita sincero poderá jamais concluir que estamos fora dos ensinos de Kardec. Estejam seguros, confiantes, a fim de que passem a mesma segurança à comunidade. No dia em que duvidarem do nosso método, estarão cavando um buraco nas estruturas de nossa Casa. Unidos, pois, estamos em relação à corrente magnética, ao uso do magnetismo da música em favor do próximo. Da parte da Espiritualidade não haverá qualquer mudança neste sentido, porque seguimos os objetivos programados para nossa instituição.
Cegos diante da realidade espiritual, talvez vocês não façam idéia da ação da corrente magnética. Por mais que vejam, por mais que sintam, ainda não conseguem perceber um décimo do que se passa num trabalho de corrente magnética. Agindo com pleno sucesso, tanto aqui como nos postos de socorro ligados à nossa Casa, estimamos que isso possa ser avaliado, tomando contato com as estrondosas repercussões nas estruturas da criatura humana a partir da corrente magnética.
No dia em que ousarem fechar a escola, estará decretado o fim da Casa. O mesmo ocorrerá com relação à corrente magnética. O assunto é sério, grave e importante. Precisa ser visto por todos vocês com a seriedade que ele requer. Não vamos retroceder: nosso método de desobsessão é o da corrente magnética. Vamos realizá-lo, queiram ou não queiram, em face da praticidade e eficácia, possibilitando amparo à grande multidão de necessitados. Levaremos até onde necessário os princípios adotados, conforme nos foi orientado pelas autoridades superiores.
Abracem nossos trabalhos; procurem estudá-los e compreendê-los, a fim de que sejam firmes e seguros no que fazem. Aqui não pode existir dúvida, desconfiança ou brecha. Ouso lhes perguntar: vocês têm estudado a corrente magnética? Estudem-na, compreendam-na e a abracem com determinação. A Casa não está destinada a missões grandiosas, nem na assistência social, nem nos atendimentos espirituais; não teremos expressões de relevo na Doutrina Espírita. Não vamos ter livros editados, não vamos ser escritores ou médiuns de características variadas e diversas. Não há, pois, qualquer expectativa de sermos conhecidos pelo que aqui se faz. Nosso trabalho é comum, o de auxiliar pelo magnetismo, de esclarecer pelo Evangelho. Então, vamos realizar o que nos compete simplesmente, dentro da direção estabelecida.
Convoco-os a mais estudo. Temos verificado que, pelas rotinas da vida, vocês orientam os cursos, os trabalhos que dirigem, mas se esquecem do estudo. Muito dirigente da casa não sabe o que é corrente magnética. Interessem-se mais pelo assunto. Busquem os magnetizadores, busquem Kardec. Estudem, esclareçam os próprios espíritos, a fim de que não precisem se sujeitar à ignorância alheia, mas conscientes do que estão fazendo, sabedores dos resultados que alcançam. Convoco, portanto, os dirigentes da Casa a reverem os estudos e os trabalhos de direção, a compreenderem as atividades uns dos outros, a reverem as questões do magnetismo, promovendo o progresso nessa área. Não se conformem só de falar “passem” e “sigam”, mas saibam como exigir o máximo dos médiuns, tanto nos procedimentos da corrente magnética, quanto nos do passe.
A obediência ao processo é real, mas, quanto dirigente não sabe o que é magnetismo; dirigem maquinalmente, sem saber com que forças trabalham. A obediência à corrente magnética vem sendo seguida com amor e carinho, mas com acomodação. Ouso dizer até que em alguns trabalhos há certo desinteresse, frieza, automatismo, seguindo os padrões, mas sem essência, sem o cerne do conhecimento para fazer o que sabem, amar o que sabem. E tempo de sair da inércia. E preciso mais compreensão e estudo. Não quero ver ninguém de cabeça baixa por ignorância, porque não é capaz, porque não sabe o que faz. Não os condeno, mas os exorto a mais estudo com relação ao que tratamos aqui hoje.
São momentos importantes dentro do Movimento Espírita. Ouviremos rumores de que falam contra a corrente magnética. Isso não nos importa se estivermos fazendo uso dela da melhor forma. E uma nova batalha do bem, do crescimento. E preciso que se encontrem formas de realizar as presentes propostas.
Devo lhes dizer ainda que esta Casa não está sofrendo com estes golpes porque os médiuns daqui amam o trabalho e gostam do que estão fazendo. Não estão preocupados se estão ou não falando mal dele. Poderíamos estar sofrendo se vocês, dirigentes, abrissem brecha para a dúvida.
Esperamos de coração que a repercussão do fato seja o progresso de todos. O amor do Cristo continuará abençoando os nossos trabalhos. Ele não nos perguntará se estamos ou não com a corrente magnética, mas se estamos acolhendo os necessitados. Abracemos, então, os nossos trabalhos e fortaleçamos a compreensão do que fazemos. Estou e estarei sempre presente. Estamos juntos. Deus os abençoe.

domingo, 21 de novembro de 2010

JUÍZO FINAL


 Sentado o Padre Eterno em trono refulgente,
Olhar severo envia a toda aquela gente!
 
Enquanto anjos cantam, outros vão levando
ante a figura austera desse Venerando
as almas que da tumba emigram assustadas,
vendo o tribunal solene, majestoso,
em que vão ser julgadas.
 
Dois grupos são formados,
um de cada lado:
o da direita, Céu; o da esquerda, Averno;
e Satanás, ao canto, o chifre fumegante,
espera impaciente, impávido, arrogante,
a “turma” para o inferno.
 
Aconchegando o filho, a alma bem-amada,
e que na terra fora algo desassisada,
uma mulher se chega e a sua prece faz,
rogando ao Padre Eterno poupe do inferno
o pobre do rapaz.
 
Cofia o Padre Eterno a longa barba branca
e os óculos ajustando à ponta do nariz,
o olhar dirige então à pobre desgraçada
e compassado diz:
 
“Os anjos vão levar-te agora ao Paraíso
e dar-te a recompensa, o teu descanso eterno.
Ali desfrutarás felicidades mil,
porém teu filho mau irá para o inferno.”
 
Um anjo toma o moço e o leva a Satanás;
porém a pobre mãe, ao ver partir o filho,
aflita, corre atrás!
 
E ao incorporar-se às hostes infernais,
eis grita o Padre Eterno em tom assustador:
“Mulher, para onde vais?!!!”
 
E o que passou-se, então,
ninguém esquece mais:
 
“Eu vou para o inferno, ao lado do meu filho,
a repartir comigo a sua desventura!
As lágrimas de mãe, as gotas do meu pranto
acalmarão no Averno a sua queimadura!”
 
“Eu deixo para ti esse teu Paraíso,
essa mansão celeste onde o amor é surdo!
Onde se goza a vida a contemplar tormento,
onde a palavra amor represa um absurdo!”
 
“Entrega esse teu Céu às mães malvadas,
vis, que os filhos já mataram para os não criar,
pois só essas megeras poderão,
no Céu, ouvir gritar seus filhos sem se consternar!”
 
“Desprezo esse teu Céu! O meu amor é grande!
Imenso! Assaz sublime! E posso te afirmar
que se não te comove o pranto lá do inferno,
e os que no Averno estão são todos filhos teus,
o meu amor excede o próprio amor de Deus!”
 
E ante o estupefacto olhar do Padre Eterno,
a mãe beijou o filho
...e foi para o inferno...


(Benedito Godoy Paiva)
(Anuário Espírita de 1981)
 
 
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