Sobre as Penas Eternas

Palavras de Kardec



Com o atrativo de recompensas e temor de castigos, procura-se estimular o homem para o bem e desviá-lo do mal. Se esses castigos, porém, lhe são apresentados de forma que a sua razão se recuse a admiti-los, nenhuma influência terão sobre ele. Longe disso, rejeitará tudo: a forma e o fundo. Se, ao contrário, lhe apresentarem o futuro de maneira lógica, ele não o repelirá. O Espiritismo lhe dá essa explicação.

A doutrina da eternidade das penas, em sentido absoluto, faz do Ente Supremo um Deus implacável. Seria lógico dizer-se, de um soberano, que é muito bom, muito magnânimo, muito indulgente, que só quer a felicidade dos que o cercam, mas que ao mesmo tempo é cioso, vingativo, de inflexível rigor e que pune com o castigo extremo as três quartas partes dos seus súditos, por uma ofensa, ou uma infração de suas leis, mesmo quando praticada pelos que não as conheciam? Não haveria aí contradição? Ora, pode Deus ser menos bom do que o seria um homem?

Outra contradição. Pois que Deus tudo sabe, sabia, ao criar uma alma, se esta viria a falir ou não. Ela, pois, desde a sua formação, foi destinada à desgraça eterna. Será isto possível, racional? Com a doutrina das penas relativas, tudo se justifica. Deus sabia, sem dúvida, que ela faliria, mas lhe deu meios de se instruir pela sua própria experiência, mediante suas próprias faltas. É necessário, que expie seus erros, para melhor se firmar no bem, mas a porta da esperança não se lhe fecha para sempre e Deus faz que, dos esforços que ela empregue para o conseguir, dependa a sua redenção. Isto toda gente pode compreender e a mais meticulosa lógica pode admitir. Menos cépticos haveria, se deste ponto de vista fossem apresentadas as penas futuras.

Na linguagem vulgar, a palavra eterno é muitas vezes empregada figuradamente, para designar uma coisa de longa duração, cujo termo não se prevê, embora se saiba muito bem que esse termo existe. Dizemos, por exemplo, os gelos eternos das altas montanhas, dos pólos, embora saibamos, de um lado, que o mundo físico pode ter fim e, de outro lado, que o estado dessas regiões pode mudar pelo deslocamento normal do eixo da Terra, ou por um cataclismo. Assim, neste caso, o vocábulo - eterno não quer dizer perpétuo ao infinito.

Quando sofremos de uma enfermidade duradoura, dizemos que o nosso mal é eterno. Que há, pois, de admirar em que Espíritos que sofrem há anos, há séculos, há milênios mesmo, assim também se exprimam? Não esqueçamos, principalmente, que, não lhes permitindo a sua inferioridade divisar o ponto extremo do caminho, crêem que terão de sofrer sempre, o que lhes é uma punição.

Demais, a doutrina do fogo material, das fornalhas e das torturas, tomadas ao Tártaro do paganismo, está hoje completamente abandonada pela alta teologia e só nas escolas esses aterradores quadros alegóricos ainda são apresentados como verdades positivas, por alguns homens mais zelosos do que instruídos, que assim cometem grave erro, porquanto as imaginações juvenis, libertando-se dos terrores, poderão ir aumentar o número dos incrédulos. A Teologia reconhece hoje que a palavra fogo é usada figuradamente e que se deve entender como significando fogo moral (974). Os que têm acompanhado, como nós, as peripécias da vida e dos sofrimentos de além-túmulo, através das comunicações espíritas, hão podido convencer-se de que, por nada terem de material, eles não são menos pungentes. Mesmo relativamente à duração, alguns teólogos começam a admiti-la no sentido restritivo acima indicado e pensam que, com efeito, a palavra eterno se pode referir às penas em si mesmas, como conseqüência de uma lei imutável, e não à sua aplicação a cada indivíduo. No dia em que a Religião admitir esta interpretação, assim como algumas outras também decorrentes do progresso das luzes, muitas ovelhas desgarradas reunirá.

Biograia de Chico Xavier

Chico Xavier

Médium brasileiro

Chico Xavier (1910-2002) foi um médium brasileiro, reconhecido como o maior psicógrafo de todos os tempos. Com 4 anos de idade já via e ouvia os espíritos e conversava com eles. Com 5 anos ficou órfão de mãe e foi entregue aos cuidados da madrinha, que lhe castigava por qualquer motivo. Várias vezes ouviu sua falecida mãe dizer que enviaria um anjo para reunir novamente a família. A segunda esposa de seu pai, Cidália Batista reuniu todos os seus irmãos e ainda teve mais cinco filhos.
Sua personalidade lhe causava vários problemas na escola. Com 17 anos iniciou os estudos do espiritismo e fundou o Centro Espírita Luiz Gonzaga. Iniciou-se na prática da psicografia escrevendo dezessete páginas. Publicou vários livros com mensagens e criou sua fundação para ajudar os pobres. Exerceu várias funções para ajudar no sustento da família e aposentou-se pelo Ministério da Agricultura. Chico personifica o espiritismo no Brasil. Figura popular era procurado por grande número de pessoas que queriam conselhos e contato com entes falecidos. Segundo a Federação Espírita do Brasil Chico Xavier participou de sua primeira reunião espírita em 7 de maio de 1927.
Chico Xavier (1910-2002) nasceu no dia 2 de abril em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Filho do operário inculto e humilde e da lavadeira Maria João de Deus. O casal teve nove filhos que ficaram órfão de mãe quando Chico tinha cinco anos de idade. Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou aos cuidados de sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente. Várias vezes ouvia sua falecida mãe dizer que enviaria um anjo para reunir toda a família. A segunda esposa de seu pai, reuniu todos os seus irmãos e ainda teve mais cinco filhos.
A situação era difícil. O salário do chefe da família dava escassamente para o necessário e os meninos precisavam estudar. Foi então que a boa madrasta teve a ideia de fazer uma horta e vender os legumes. Em algumas semanas, o menino já estava na rua com o cesto de verduras. Desta forma, conseguiram melhorar a renda e voltar a frequentar as aulas.
Em janeiro de 1919, com a saída do chefe da casa para o trabalho e das crianças para a escola, a madrasta era obrigada, algumas vezes, a deixar a casa pois precisava buscar lenha. Foi então que a vizinha, se aproveitando da ausência de todos, passou a colher as verduras sem permissão da família. Preocupada a madrasta não querendo ofender a amiga, pediu a Chico Xavier que pedisse um conselho ao espírito de sua mãe. O menino foi ao quintal e rezou como fazia sempre que queria conversar com sua mãe e lhe contou o problema. Sua mãe lhe disse que realmente não deviam brigar com os vizinhos e lhe deu a sugestão de que toda vez que sua madrasta se ausentasse, entregasse a chave de casa a vizinha, para que ela tomasse conta da casa. Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não tocou mais nas hortaliças.
Passados todos esses problemas, o menino não viu sua genitora com tanta frequência. Mas passou a ter sonhos. À noite, levantava-se agitado e conversava com os espíritos. De manhã, contava as peripécias de pessoas mortas, coisas que ninguém podia compreender. O pai resolveu levá-lo ao vigário de Matozinhos, que, após ouvi-lo, recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas e livros. Disse-lhe que ninguém volta a conversar depois da morte. O menino chorava nos braços de sua madrasta, criatura piedosa e compreensiva.
Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebida em sonho, que a seguisse. Precisava aprender a obediência para que Deus um dia lhe concedesse a confiança dos outros. E durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe.
Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente a missa e acompanhava as procissões. Levantava cedo para começar as tarefas escolares e em seguida seguia para o serviço da fábrica onde trabalhava de três da tarde, para sair as onze da noite.
Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho começava das seis e meia da manhã e seguia até oito da noite. As perturbações noturnas continuaram, depois de dormir, caia em transe profundo. Em 1927 uma de suas irmãs caiu doente. Um casal de espíritas, reunido com familiares da doente, realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar em sua casa. Na mesa, dois livros, "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Ouviu da mãe: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros a nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos".
A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade psicográfica foi D. Rosália. Fazia passeios campestres com os alunos que deveriam, no dia seguinte, levar-lhe uma composição, descrevendo o passeio. A de Chico tirava sempre o primeiro lugar. Desconfiada, D. Rosália, um dia, fez o passeio mais cedo e, na volta, pediu que os alunos fizessem a composição em sua presença. Chico, novamente, tira o primeiro lugar, escrevendo uma verdadeira página literária sobre o amanhecer e daí tirando conclusões evangélicas. Rosália mostrou aos amigos íntimos a composição e todos foram unânimes em reconhecer que aquilo, se não fora copiado, era então dos espíritos.
Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza. Distante 6 quilômetros da cidade, despertou seu amor pela natureza. Vê em tudo poesia e oração, vida, verdade, luz, beleza e amor. Acima de tudo sente a presença de Deus.
Em 7 maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. Em fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem frequentado. As reuniões eram realizadas nas segundas e sextas-feiras.
A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público. Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931. Nesse mesmo amo Chico passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além -Túmulo", que foi lançado em julho de 1932. Em 1950, Chico Xavier já havia escrito pela sua psicografia, mais de 50 livros.
Vivia num ritmo constante de atividades mediúnicas, estava conhecidíssimo no Brasil e em vários outros países. Seus livros versavam assuntos filosóficos, científicos e sobretudo, realçando os Evangelhos, escrevendo e traduzindo, de forma clara e precisa, as Lições do Livro da Vida.
Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. Deu início a famosa peregrinação. Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o bondoso médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas. Sob a luz das estrelas e de um lampião que seguia a frente, iluminando as escuras ruas da periferia, ia contando fatos de grande beleza espiritual.
A cidade de Uberaba, transformou-se num pólo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil, e até mesmo do exterior, que aqui aportam com o objetivo de conhecer o médium. Aqueles que conhecem a sua vida e a sua obra não medem distâncias para vê-lo. Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico, prestando esclarecimentos e reconforto aos que o procuravam.
Os direitos autorais de seus livros publicados, são cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades. Chico psicografou 451 livros, reproduzia o que os espíritos lhe transmitiam. Seus livros foram traduzidos para vários países. Psicografou várias cartas de mortos para suas famílias.
Chico morreu no dia 30 de junho, de parada cardíaca, após reclamar de dores no peito e nas costas, segundo sua família. Encontrado morto em seu quarto, na cidade de Uberaba, pelo filho adotivo Eurípedes Humberto.

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SER ESPÍRITA

Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão.
Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera.
Não é ter uma religião especial;  é deter uma grave responsabilidade.
Não é superar o próximo; é superar a si mesmo.
Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno.
Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação; é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição.
Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber; é comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também.
Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança. Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer.
 Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão.
O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença. 
Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus. 
Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente. Anormal é não ser bom. 
Ser espírita não é curar ninguém; é contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura. 
Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante. 
Ser espírita não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber". 
Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.
Isto é ser espírita.
Com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre.

 Do Livro "Aprendendo a lidar com as crises" de Wanderley Pereira.

Meu Anjo

Leia "Meu Anjo" de Fausto Oliveira e aprenda técnicas para ajudar eliminar problemas de: depressão-medo-fobia-insegurança-geral, traumas de infância-timidez e problemas emocionais em geral. aprenderá também técnicas para ter harmonia conjugal, sentimental e familiar.
O livro "Meu Anjo" do parapsicólogo fausto oliveira, não se trata de um anjo de asas e sim de uma força interior que existe dentro de nós, dentro do nosso subconsciente. O livro "Meu Anjo" também explica tudo sobre regressão de memória, como funciona e de onde vem todos os problemas que afetam os seres humanos. conhecendo o mecanismo de como funciona a sua mente, tudo poderá ser transformado e ter uma vida melhor em todos os aspectos inclusive descobrir a pessoa certa no amor, transformar para melhor a pessoa amada e identificar a sua verdadeira alma gêmea.
Quando adquirir este precioso livro best-seller que já vendeu milhares de exemplares, comece a leitura a partir da página nº 84 até o final, depois comece a ler do início normal. trata-se de um grande segredo que existe entre linhas com técnicas subliminares que certamente entrará em contato com o seu subconsciente e com certeza maravilhas aconteceram em sua vida. Milhares de pessoas em todo o mundo nos escrevem e ligam para o nosso instituto que: a partir do momento que leram este livro tiveram suas vidas transformadas. temos toda a comprovação de milhares de cartas recebidas de todas as partes do mundo a disposição de quem interessar.
Não se trata de milagres e sim de uma grande realidade, a partir do momento que você descobre o poder mental que possui e passa a praticar as leis da mente e do criador, tudo se transforma em sua vida.


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Endereços de Casas Espíritas de Palmas


Aqui estaremos divulgando endereços e atividades das Casas Espíritas em Palmas.
Se você quiser que o endereço da casa que frequenta apareça aqui, mande um email para nós que fazemos questão de incluir.
novomundoespírita@gmail.com

Grupo Fraternal Allan Kardec

Grupo Espírita Maria de Nazaré

Núcleo Espírita Caridade o Caminho

Centro Espírita Casa do Caminho

IDE - Instituto de Divulgação e Estudo da Doutrina Espírita

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Jesus

Segundo o Novo Testamento, Jesus nasceu em Belém, uma cidadezinha localizada oito quilômetros ao sul de Jerusalém, filho do carpinteiro José e de uma jovem chamada Maria, que o concebeu sem macular sua virgindade. Os evangelhos de Lucas e Mateus afirmam que Jesus nasceu "perto do fim do reino de Herodes". O texto de Lucas afirma que a anunciação aconteceu em Nazaré, onde José e Maria viviam, mas eles foram obrigados a viajar até Belém pelo censo "ordenado quando Quirino era governador da Síria".

A Lei do Caminhão de Lixo

 Arnaldo Jabor

Um dia, peguei um táxi e fomos direto para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando, de repente, um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós. O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara. E o fez bastante amigavelmente.

Assim, perguntei:

- Por que você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!

Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo "A Lei do Caminhão de Lixo". Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva e de desapontamento.

À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso como pessoal. Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente.

Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

O princípio disso é que pessoas bem-sucedidas não deixam os seus caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar com remorso, assim... Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem.

A vida é 10% o que faz dela e 90% a maneira como a recebe!

 Tenha um dia abençoado, livre de lixo

Memórias Do Padre Germano


É de origem mediúnica esta maravilhosa obra, recebida num Centro Espírita da Espanha dos fins do século XIX e compilada pela notável escritora Amália Domingo Sóler. Em estilo novelesco, o luminoso Espírito Padre Germano descreve o seu trabalho de sacerdote católico, desenvolvido durante a sua última encarnação terrena, toda ela consagrada à consolação dos humildes e oprimidos. Em tudo que diz há tanto sentimento, tanta religiosidade e amor a Deus, tal admiração às leis eternas e tão grande enlevo pela Natureza, que, lendo os seus escritos, a criatura mais atribulada se consola, o mais cético espírito medita, comove-se o mais insensível. O leitor encontra nesta obra uma demonstração inquestionável de que só o esforço pessoal, nobre e devotado, edifica para a eternidade.

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Devemos Crer na Bíblia Piamente?

A Bíblia para os protestantes é a única regra de fée prática, ela é a “palavra de Deus”, cada um dos seus textos foi divinamente inspiradoe dela nada pode ser retirado, nem a ela acrescido. Vale transcrever aqui ojudicioso comentário do escritor RUBEM ALVES:

“Parte-sede um “a priori” dogmático: A Bíblia foi escrita por inspiração de Deus. Mas,mais do que isto. Não basta dizer “foi”, porque então entraríamos no campo dasmediações históricas. Como garantir que o texto não foi corrompido? E com istoa autoridade se dissolve pela dúvida. O texto foi preservado puro em todos osséculos, de sorte que o texto que temos hoje diante de nós contém, na suatotalidade, as próprias palavras de Deus. A Bíblia é, assim, a voz de Deus”.(“Protestantismo e Repressão”, ed. Ática, pg. 98).
Nós não temos da Bíblia a mesma noção queos nossos irmãos evangélicos. Respeitamo-la como um repositório de ensinamentosdivinamente inspirados e, sobretudo, como acervo documentário da história dopovo hebreu. Duas mensagens importantes nela se inserem, visando a impulsionaros homens pela senda do progresso: Uma no Antigo Testamento, consistente nocódigo de moral ministrado por Moisés com as “Tábuas da Lei”. Outra no NovoTestamento, dada por Jesus, com a noção da imortalidade da alma e dasrecompensas e punições após a morte, segundo as obras, boas ou más, do serhumano em sua existência terrena.
Essas mensagens são consideradas“revelações” e o são, com efeito, no sentido de constituírem ensinamentos novospara o povo a que eram dirigidas; mas, se compulsarmos a História, veremos quenão foram ensinos dados em primeira mão, pois outros povos mais antigos, já oshaviam recebido.
Assim é que os “Dez Mandamentos” foram adaptados dos LivrosVédicos, muito anteriores à Bíblia, nos quais se achavam classificados como“pecados do corpo” (bater, matar, roubar, violar mulheres), “pecados dapalavra” (ser falso, mentir, injuriar) e “pecados da vontade” (desejar o mal,cobiçar o bem alheio, não ter dó dos outros). (THEODORE ROBINSON, em“Introduction de I’Histoire des Religions”, cit. por MÁRIO CAVALCANTI DE MELOem “Da Bíblia aos Nossos Dias”, ed. 1972, pg. 207). A noção da imortalidade daalma já existia em diversas civilizações anteriores à israelita.

Moisés certamente foi um homem de grandecultura para a sua época, versado nos segredos da ciência egípcia, por ter sidocriado e educado pela família real (Atos 7:22). Isto não invalida o ensino dadoao povo hebreu, nem lhe tira o caráter de “revelação”, apenas sugere moderaçãoaos que pretendem ser a Bíblia a única revelação ministrada por Deus aoshomens.

Da mesma forma, a lei de amor pregada porJesus já havia sido objeto de pregação pelo filósofo hindu Kristna e era crençacomun entre os povos da antiguidade oriental. Mas as revelações daquele egrégiofilósofo foram abafadas pelo Brahmanismo, exatamente como as de Jesus vieram aser abafadas pelos que se proclamam seus seguidores.

O ponto que desejamos salientar é que, sea Bíblia trouxe revelações divinas ao homem, outras revelações têm sidoministradas por Deus a outros povos. Vários livros religiosos da antiguidade,cada um a seu tempo e atendendo às circunstâncias da sua época, contribuírampara a elevação moral dos povos. A própria Ciência pode ser considerada uminstrumento de revelações, sendo os grandes inventores missionários inspiradosno sentido de incentivarem o progresso intelectual. E o que são os grandesartistas, senão mensageiros incumbidos do aprimoramento da sensibilidade doespírito humano?

Deus é o Criador de todos os homens, esendo um Pai Amoroso qual o retrata Jesus, não iria privilegiar um pequenogrupo de bárbaro, relegado oa abandono todo o resto da humanidade por Elecriada. Os hebreus se consideraram “o povo eleito de Deus”, e os irmaos evangelicosacreditam piamente nessa história, por haver inúmeras referêcias a isso naEscritura... E como não haveria, se os escritores da Bíblia foram todos judeus?


Éinteressante observar que todo o Velho Testamento retrata uma evidentepreparação para o advento do Messias. Mas quando enfim desce à Terra  aquele que, segundo os nossos irmãos, é aencarnação do próprio Deus, os  israelitaso rejeitam e o crucificam... E dois mil anos depois, quando a figura do Cristose prjeta na História como o maior de todos os profetas enviados por Deus àhumanidade, aquele que veio traçar novos rumos à grande civilização ocidentalque se intitula “cristã”, nem assim o “povo eleito” reconhece ou se penitenciado mais clamoroso dos seus erros, continuando apegado à velha concepçãofarisaica, alheio à pessoa do Nazareno e não mais esperando um Messiaspersonalizado, mas atribuindo à própria comunidade a tarefa messiânica, deconduzir a humanidade aos pés de Jeová, na plenitude dos tempos.

Sendo um povo de grande inteligência esagacidade, é natural que os israelitas dos tempos hodiernos usassem seuinegável prestígio bíblico junto às opulentas comunidades cristãs, principalmenteas protestantes, para desencadear o movimento sionista, que teve por desfecho a“doação” que lhes fizeram as Nações Unidas, em 1948, de vastos territóriosmantidos sob protetorado, mas cujos possuidores, legítimos ou não, eram ospovos palestinos.

Parece-nos questionável a pretensão aterritórios cuja posse fora perdida há mais de três mil anos, além de teremsido adquiridos por direito de conquista, mediante o arrasamento das cidades ea eliminação de praticamente todos os habitantes. Mas o que a Bíblia deixa bemclaro é que todas aquelas impiedosas conquistas foram efetuadas por ordem diretae sob imediata proteção do próprio “Deus de Israel”. Leiam-se as seguinteseloquentes passágens:

Lev. 20:26 - “E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos para serdesmeus.”

Deut. 7:2 - “Quando oteu Deus te tiver dado gentes mais poderosas do que tu totalmente as destruirás,não farás acordo com elas e nem terás piedade delas.”

Deut. 7:6 - “Porquepovo santo és ao Senhor teu Deus, que te escolheu para que fosses o seu povopróprio, de todos os povos que existem sobre a terra.”

Não se veja em nossas palavras nenhumlaivo de anti-semitismo; o que apenas fazemos é expor fatos, para ilustrar duasimportantes conclusões: A primeira é que, para insuflar um povo bárbaro,de índole indomável, os seus próceres tinham de incutir-lhe na menteprecisamente isto: — que eram “o povo santo de Deus”, portanto bem superioresaos povos idólatras cujas terras deviam conquistar, e que era o próprio Jeová quemordenava o arrasamento das cidades e o extermínio total dos seus habitantes.

A segunda conclusão éque o grande apóstolo São Paulo, que recebeu de Jesus a missão de levar amensagem do Evangelho aos gentios, trouxe, como resquício da sua condição de judeue fariseu, o mesmo sentimento de privilégio, através da insólita doutrina da“predestinação”: os “salvos” foram eleitos desde a eternidade para a salvação(Efésios 1:4), todos os demais são “ímpios”, estão condenados à perdiçãoeterna.


Texto extraído do livro
"Espiritismo e As Igrejas Reformadas"
de Jayme Andrade


O Velho Testamento, em séculos composto,
contêm a tradição e a saga dos hebreus:
Seus juízes e reis, seus heróis e profetas,
“olho por olho” é a Lei, Jeová zeloso é o Deus.


Mas eis que vem Jesus e, afastando a cortina
da opressão, faz brilhar excelsa claridade;
surge, em manhã radiosa o Novo Testamento
com mensagens de paz, perdão, fraternidade.


Cristo veio mostrar que a morte não existe,
que a vida continua, e o galardão consiste
em receber cada um segundo o que fizer.


Cada qual examine bem o ensinamento,
veja, à luz do Evangelho, o seu comportamento
e diga que é Cristão, depois, se assim quiser.

A Gênese


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Sinopse

É uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: Na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; Em sua segunda parte, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; Na terceira parte enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no Mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas Leis Divinas.

O Céu e o Inferno


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Sinopse

“O Livro dos Médiuns” é uma das cinco obras que constituem a Codificação da Doutrina Espírita. Reúne “o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo”. Apresenta ainda, na parte final, precioso vocabulário básico espírita. De leitura e consulta indispensável para os espíritas, será sempre uma preciosa fonte de conhecimento também para qualquer pessoa indagadora e atenta ao fenômeno mediúnico, que se manifesta crescentemente no mundo inteiro, dentro ou fora das atividades espíritas. Sendo os homens parte integrante do intercâmbio entre os dois planos da vida o material e o espiritual, o melhor é que conheçamos, e bem, os mecanismos desse relacionamento. “O Livro dos Médiuns” é o manual mais seguro para todos os que se dedicam às atividades de comunicação com o Mundo Espiritual.

O Livro Dos Espíritos


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Sinopse

Dos cinco livros fundamentais que compõem a Codificação do Espiritismo, este foi o primeiro, reunindo os ensinos dos Espíritos Superiores através de médiuns de várias partes do Mundo. Ele é o marco inicial de uma Doutrina que trouxe uma profunda repercussão no pensamento e na visão de vida de considerável parcela da Humanidade, desde 1857, data da primeira edição francesa. Estruturado em quatro partes e contendo 1.019 perguntas formuladas pelo Codificador, aborda os ensinamentos espíritas, de uma forma lógica e racional, sob os aspectos científico, filosófico e religioso. Independentemente de crença ou convicção religiosa, a leitura de “O Livro dos Espíritos” será de imenso valor para todos, porque trata de Deus, da imortalidade da alma, da natureza dos Espíritos, de suas relações com os homens, das leis morais, da vida presente, da vida futura e do porvir da Humanidade, assuntos de interesse geral e de grande atualidade.

O Espiritismo e as Igrejas Reformadas

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Ressurreição, o significado bíblico


"O erro não se torna verdade por multiplicar-se na crença de muitos, nem a verdade se torna erro por ninguém a ver..." (GANDHI)
 
Introdução


Vamos procurar fazer um estudo sobre a questão da ressurreição, na tentativa de encontrar qual era o entendimento que os antigos tinham sobre isso.
Sabemos não ser muito fácil fazer esse tipo de pesquisa, pois os textos bíblicos de hoje, não sendo os originais e eivados de "vícios" de tradução, torna o resultado dessa tarefa assaz comprometido com a verdade, já que a verdade bíblica pode ser bem diferente da realidade. Por outro lado, conceitos arraigados que servem de arquétipo ao homem hodierno, talvez possam nos levar a um caminho fora do nosso objetivo principal que é saber a verdade verdadeira, vamos assim dizer.
Mas, para que não fiquemos apenas numa opinião isolada, e mesmo de pouco valor, trazemos a opinião do pesquisador holandês Emanuel Tov, especialista nos Manuscritos do Mar Morto:
"Nas cavernas de Qumran e em outros lugares de Israel, nós encontramos centenas de manuscritos, todos da Bíblia hebraica, o Velho Testamento. Comparando com as traduções que conhecemos hoje da Bíblia, notamos que há passagens que eram mais curtas, outras mais compridas ou com textos diferentes dos que conhecemos hoje. O Livro de Jeremias nos manuscritos aparece em uma versão talvez 15% mais curta. Isso significa que, nas cópias feitas por gerações após gerações, freqüentemente os escribas mudavam os textos, acrescentando alguns detalhes, suprimindo outros. Eles consideravam-se também autores e permitiam-se fazer alterações. Isso ocorreu com os textos de Homero, as tragédias gregas, não apenas com a Bíblia". (Revista Veja, edição 1747, ano 35, nº 15, 17 de abril de 2002, Ed. Abril, pág. 14).
Primeiramente, cabe-nos informar qual é o significado daquilo que iremos tratar. Diz-nos o Aurélio que ressurreição significa: S. f. 1. Ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar; ressurgência. 2. Rel. Festa católica comemorativa da ressurreição de Cristo, ao terceiro dia após a morte: 3. Fam. Cura surpreendente e imprevista. 4. Fig. Vida nova; renovação, restabelecimento. 5. Quadro que representa a ressurreição de Cristo. 6. Rel. Na doutrina cristã, o surgir para uma nova e definitiva vida, distinta e, em certa medida, oposta à existência terrestre, e que, a partir da ressurreição de Cristo, aguarda todos os fiéis cristãos.
E que ressuscitar significa: V. t. d. 1. Fazer voltar à vida; reviver, ressurgir. 2. Restaurar, renovar, reproduzir: V. int. 3. Voltar à vida; tornar a viver; reviver, ressurgir. 4. Tornar a surgir; reaparecer, ressurgir: 5. Escapar de grande perigo.
Assim, podemos, para o nosso estudo, concluir que ressurreição é a ocorrência pela qual faz volta à vida, tornar a viver ou reviver, quem passou pelo derradeiro momento da morte física. Nesse conceito mais abrangente podemos, também considerar como ressurreição a volta do Espírito à sua condição anterior no plano espiritual, ou seja, a ressurreição do espírito.
Já pelo conceito encontrado no Dicionário Bíblico Universal é:
Ressurreição não é a volta à vida. É de maneira inexata que se fala de ressurreição a propósito das crianças curadas por Elias e Eliseu (1Rs 17, 2Rs 4), a propósito do filho da viúva de Naim (Lc 7,11-17), de Lázaro (Jo 11) etc. Os textos se referem somente a um retorno à vida que não dispensa a pessoa beneficiada de ter que morrer um dia. Ressuscitar é descobrir, além da morte, uma vida de tipo novo, comportando relações novas dos homens entre si e dos homens com Deus.
O que não conseguimos estabelecer é quando e porque o povo hebreu passou a acreditar na ressurreição, pois os textos bíblicos, só mais tardiamente, por volta de 175 a 161 a.C., passam a falar dessa possibilidade.

Histórico


Nos livros que compõem o Antigo Testamento, percebemos que essa idéia aparece, como que caída de um pára-quedas, já que até o século II a.C, nem se pensava nisso, antes ao contrário, não tinham nenhuma perspectiva para a existência de alguma coisa depois da morte.
A cultura egípcia admitia a vida após a morte. Leiamos:
"A morte, para os egípcios, tinha um especial interesse. Havia entre eles uma crença absoluta no renascer dos mortos. Por isso, a preocupação em preservar o cadáver e o desenvolvimento da técnica de mumificação. De acordo com sua religião, a alma precisava de um corpo para morar por toda a eternidade".
"Acreditava-se que a morte apenas separava o corpo da alma. Daí, a obrigação a ser cumprida pelos parentes quanto ao morto querido: a mumificação de seu corpo".
"Se a vida poderia durar eternamente, desde que a alma encontrasse no túmulo o corpo destinado a servi-lhe de morada, era precioso, portanto, preservar suas características físicas". (A Magia do Egito, nº 01, pág. 47).
É interessante o que pensavam a respeito do após morte:
"A vida no outro mundo começava no próprio túmulo com uma viagem pelo subterrâneo. Primeiro, o ka (energia vital) deixaria o corpo acompanhado por ba (alma). O deus Coros conduz o ba através dos portais de fogo até o salão do juízo final".
"O julgamento final era a prova de fogo para que a pessoa morta alcançasse, finalmente, a vida eterna".
"No julgamento final, o morto deveria provar que foi verdadeiro e justo durante a vida, sem ter faltado com a verdade".
"Se a pessoa não passasse pelo julgamento final, estaria condenada a uma espécie de coma perpétuo, ou seja, teria então uma segunda morte porque, agora, o acesso à eternidade estaria vedado" (A Magia do Egito, nº 05, pág. 12).
"Os egípcios acreditavam que o corpo ressuscitaria magicamente do outro lado da vida por meio de um ritual chamado de ‘abertura da boca’. O sacerdote ou alguém da família tocava a boca do morto com um instrumento de metal para que ele pudesse ter uma boa passagem para o outro mundo e conseguisse pronunciar as palavras necessárias na hora do julgamento".
"No mundo dos mortos, os egípcios eram julgados pelo deus Osíris e seus 42 assessores. Diante de cada juiz, o defunto declarava não ter passado por determinada infração. Seu coração era pesado numa balança. ‘Se pesasse mais que a pluma da justiça de Maat, a deusa da ordem universal, o morto seria engolido por um monstro em forma de crocodilo, leão e hipopótamo e teria, assim, uma morte definitiva, deixando por completo de existir’, afirma o historiador Ciro Flamarion Cardoso, da Universidade Federal Fluminense". (As Religiões, pág. 42).
Ora, sabemos que o povo hebreu permaneceu por 430 anos em escravidão no Egito, tempo suficiente para incorporar, em sua cultura, os costumes do povo que o subjugava. O que nos causa espécie é por que a ressurreição não aparece na Bíblia desde a época dos hebreus no Egito?
O que vemos é que inicialmente nem tinham idéia de vida após a morte. Não aparece nem mesmo, quando promulgados, no monte Sinai, os Dez Mandamentos. Observamos que todas as recompensas e penalidades, estabelecidas por Deus, estão relacionadas às situações terrenas, não para uma vida futura.
Na visão que tinham, todos iam para o mesmo lugar; o sheol. Com o passar dos anos, desenvolveu-se a idéia que somente os injustos é que iam para lá. O sheol era na verdade a sepultura comum, da qual não viam nenhum corpo voltar, razão de pensarem que a vida só se resumia a essa aqui na terra. Quando imaginavam que alguém estava nas graças de Deus, davam a ela uma vida longa. É por isso que aparecem na Bíblia pessoas com tempo de vida inverossímil.
A idéia da ressurreição aparece, pela primeira vez, no período histórico situado entre 175 a.C a 161 a.C., narrados em 2 Macabeus e em Daniel, ambos relatos se referem a esse mesmo período.
É certo que alguns teólogos admitem que Isaías teria falado a respeito dela. Mas é difícil saber com certeza, pois quê "suas palavras foram conservadas e sofreram acréscimos. ... São acréscimos mais extensos ‘o Apocalipse de Isaías’ (24-27), que por seu gênero literário e por sua doutrina não pode ser situado antes do século V a.C.;..." (Bíblia de Jerusalém, pág. 1238).
Quando lemos em Is 26,19: "Os teus mortos tornarão a viver, os teus cadáveres ressurgirão", ficamos na dúvida sobre o que se trata realmente, mas, em nota de rodapé, explicam-nos:
"O texto poderia se entender como restauração nacional (cf. Ez 37) ou como afirmação da fé na ressurreição dos mortos (Dn 12,2). (Bíblia Ed. Vozes, pág. 912). Reportando-nos a Ezequiel, lemos: 37,1-14. Cumprindo-se os castigos anunciados pelo profeta (Ez 4-24) os exilados caíram em profunda prostração. Longe de sua terra, sem templo nem culto, estavam ameaçados de perder a identidade de povo eleito (cf. 20,32; 33,10). As esperanças de uma restauração pareciam perdidas (37,11). Neste contexto Ezequiel anuncia uma restauração milagrosa de Israel, a ser produzida pelo espírito de Deus". (Bíblia Ed. Vozes, pág. 1072).
E, confirmando essa afirmativa, citamos:
"Como em Os 6,2; 13,14 e Is 26,19, Deus anuncia aqui (cf. 11-14) a restauração messiânica de Israel, após os sofrimentos do Exílio (cf. Ap 2-,4+)".
Até aí estavam indo muito bem, mas...
"Contudo, pelos símbolos utilizados, ele já orientava os espíritos para a idéia de ressurreição individual da carne, entrevista em Jó 19,25+, explicitamente afirmada em Dn 12,2; 2Mc 7,9-14; 12,43-46; Cf. 2Mc 7, 9+. Para o NT, ver Mt 22, 29-32 e sobretudo 1Cor 15". (Bíblia de Jerusalém, pág. 1534).
Do texto de Ezequiel: "estes ossos representam toda a casa de Israel, que está a dizer: ‘Os nossos ossos estão secos, a nossa esperança está desfeita. Para nós está tudo acabado. Pois bem, profetiza e dize-lhe: Assim diz o Senhor Iahweh: Eis que abrirei os vossos túmulos e vos farei subir dos vossos túmulos, ó meu povo, e vos reconduzirei para a terra de Israel" (37,11-12), confirmando o que foi dito a respeito da restauração do povo de Israel, não é, portanto, uma ressurreição coletiva e nem individual o que se pode deduzir do texto. Vemos apenas como sendo uma tentativa de se achar uma saída para justificar a crença na ressurreição da carne.
Embora não fosse desta forma que pensávamos em tratar desse assunto, devemos, para uma melhor compreensão, ver o que se narra nos livros 2 Macabeus e Daniel.
a) Livro de Macabeus
"O Segundo Livro dos Macabeus não é uma continuação dos fatos narrados por 1Mc. É antes um relato paralelo a 1 Mc 1-7. Começa com os fatos do tempo do Sumo Sacerdote Onias III e do rei Seleuco IV (180 aC.). E termina pouco antes da morte de Judas Macabeu, com a derrota de Nicanor (161 a.C.). Apresenta-se como um resumo de uma obra mais ampla, em cinco volumes, de um tal de Jasão de Cirene (2,19-32). Este Jasão mostra-se bem informado ao menos sobre a situação em Jerusalém, a administração selêucida e seu funcionamento".
"O autor do resumo é um desconhecido, profundamente religioso, talvez um fariseu. É um apaixonado pela causa dos judeus e grande admirador de Judas Macabeu, seu herói principal. A obra de Jasão de Cirene deve ter sido composta em torno de 130 a.C. E o ‘resumo’ deve ser posterior a 124 aC (data da primeira carta; 1,9) e anterior a 63 a. C., quando Jerusalém foi ocupada pelos romanos. Como se nota pelas duas cartas iniciais e pelo prólogo, o ‘resumo’ foi composto em Alexandria e sobretudo para leitores da comunidade judaica local." (Bíblia Vozes, pág. 573).
"As informações que Jasão possuía – segundo o que podemos deduzir do resumo fiel – especialmente as notícias minuciosas e exatas sobre certas particularidades da história dos Selêucidas, informações precisas sobre títulos, cargos etc., nos levam a crer que tenha consultado arquivos palestinenses e ouvido boas testemunhas. É sabido, com efeito, que os judeus cultos da época costumavam empreender tais viagens e pesquisas".
"A exatidão das notícias, que Jasão só poderá ter recolhido por via oral, leva-nos a crer que as tenha escrito quando ainda vivas as testemunhas oculares dos fatos, e que, portanto, sua obra tenha sido escrita nos últimos 20 anos séc. II a.C.". (Bíblia Paulinas, pág. 553).
"Por que o autor sentiu necessidade de retomar uma história já conhecida? Qual a originalidade? Podemos dizer que a intenção do autor é reler os mesmos fatos, para mostrar que a luta em defesa do povo se enraíza na atitude de fé, que confia plenamente no auxílio de Deus". (Bíblia Pastoral, pág. 611).
"Os minúsculos que atestam a recensão do sacerdote Luciano (300 d.C.) conservam por vezes um texto mais antigo que os dos outros manuscritos gregos, texto que se reencontra nas Antiguidades Judaicas do historiador Flávio Josefo, que segue geralmente 1Mc e ignora 2Mc. A Vetus Latina, também, é a tradução dum texto grego perdido e freqüentemente melhor que o dos manuscritos que conhecemos. O texto que está na Vulgata não foi traduzido por são Jerônimo – para quem os livros dos Macabeus não eram canônicos – e não representa senão uma recensão secundária". (Bíblia de Jerusalém, pág. 718).
As informações acima são necessárias para compreendermos bem o que nos traz esse livro, observar principalmente o que grifamos em negrito. Podemos tirar que esse livro foi escrito por alguém que acreditava na ressurreição e o escreveu depois dos fatos acontecidos.
2 Mc 7, 9: "Estando prestes a dar o último suspiro, disse: ‘Tu, execrável como és, nos tiras desta vida presente. Mas o Rei do universo nos ressuscitará para uma vida eterna, pois morremos por fidelidade às suas leis".
Analisando a frase "nos tira desta vida presente" presumimos que acreditavam em outra vida, e quando se disse: "nos ressuscitará para uma vida eterna", confirma essa idéia. Então, a ressurreição aqui tratada é a do espírito. E sobre essa última expressão, nos informam na Bíblia de Jerusalém que: "Lit. ‘para uma revivificação eterna da vida’" (Bíblia de Jerusalém, pág. 777), o que sustenta idéia concluída por nós.
2 Mc 7, 11: "dizendo com dignidade: ‘De Deus eu recebi esses membros, e agora, por causa das leis dele, eu os desprezo, pois espero que ele os devolva para mim’".
Aqui, ao que parece, a ressurreição que esperavam é a do corpo.
2 Mc 7,13-14: "Passado também este à outra vida, submeteram o quarto aos mesmos suplícios, desfigurando-o. Quase a expirar, disse: ‘É desejável passar para a outra vida às mãos dos homens, conservando em Deus a esperança de ser um dia ressuscitado por ele Para ti, porém, não haverá ressurreição para a vida!".

Essa passagem é singular, pois volta à questão de se acreditar em "outra vida", entretanto o texto já induz à idéia de uma ressurreição futura, talvez a do juízo final. Mas, é aí que a coisa fica difícil de entender, pois em outras Bíblias encontramos coisa diferente, vejamos:
"Morto este, aplicaram os mesmos suplícios ao quarto, e este disse, quando estava a ponto de expirar: ‘É uma sorte desejável perecer pela mão humana com a esperança de que Deus nos ressuscite. Mas para ti, certamente não haverá ressurreição para a vida". (Bíblia Ed. Ave Maria).
Tiram a idéia do início de acreditarem em uma "outra vida", mas já não se tem a idéia que a ressurreição seja para um tempo futuro, dá-nos a entender que é próxima. Ao dizer que "para ti, não haverá ressurreição para a vida", que vida? Não seria a vida espiritual? Não seria a ressurreição do Espírito? Se for, ficaria contrário a idéia da ressurreição do corpo. Assim esse livro não nos fornece elementos seguros para saber o que realmente pensavam.
2 Mc 7, 23: "Por isso, é o Criador do mundo, que organizou o nascimento dos homens e preside à geração de todas as coisas, ele mesmo é quem, na sua misericórdia, vos dará de novo o espírito e a vida, pois agora desprezais a vós mesmos, por amor às suas leis".
Será que aqui poderemos entender que "vos dará de novo o espírito e a vida" como a ressurreição espiritual? Acreditamos que sim. Observar que é mais forte essa ocorrência do que a ressurreição do corpo.
2 Mc 12, 43-44: "Em seguida fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles".
Ao se oferecer sacrifícios pelos pecados apenas teria sentido se acreditassem que já estariam ressuscitados, para que esses sacrifícios tivessem valor imediato.
b) Livro de Daniel
"A data desta [composição] é fixada pelo testemunho claro fornecido pelo cap. 11. As guerras entre Selêucidas e Lágidas e uma parte do reinado de Antíoco Epífanes nele são narradas com grande luxo de pormenores insignificantes para o propósito do autor. Este relato não se parece com nenhuma profecia do Antigo Testamento e apesar de seu estilo profético, relata acontecimentos já ocorridos. Mas a partir de 11,40 muda o tom: o ‘Tempo do fim" é anunciado de um modo que recorda os outros profetas. O livro teria sido composto, portanto, durante a perseguição de Antíoco Epífanes e antes da morte dele, antes mesmo da vitória da insurreição macabaica, isto é, entre 167 a 164. (Bíblia de Jerusalém, pág. 1245).
"O livro de Daniel já não representa a verdadeira corrente profética. Não contém mais a pregação dum profeta enviado por Deus em missão junto de seus contemporâneos; foi composto e imediatamente escrito por um autor que se oculta por detrás dum pseudônimo, como já sucedera no opúsculo de Jonas". (Bíblia de Jerusalém, pág. 1246).
"Autor e tempo de origem: Dn 1-6 nos coloca no tempo do exílio babilônico (séc VI a.C.). Dn 7-12, onde Daniel fala de si na primeira pessoa, é atribuído a Daniel, judeu deportado em 606 aC. De fato, até o séc. XIX o livro foi atribuído a este profeta exílico; mas deste então tornou-se opinião generalizada entre autores não-católicos e católicos que na realidade o livro foi escrito no séc. II a.C, no tempo da perseguição de Antíoco IV, entre os anos 167 a 163 a.C., no início do período macabeu. ... Portanto, o autor é um desconhecido, talvez pertencente ao grupo assideu (cf. 1Mc 2,27), o que não exclui que o livro contenha elementos mais antigos".
"O Autor desconhecido quis oferecer aos seus contemporâneos, cruelmente perseguidos pelo rei Antíoco, um livro de conforto e consolação". (Bíblia Vozes, pág. 1086).
"Com efeito, este escrito foi redigido em três línguas: em hebraico, em grego e em aramaico; ora, os dois últimos idiomas não eram ainda utilizados no tempo em que o livro coloca o profeta. O seu redator, que escreveu certamente no segundo século a.C, serviu-se de documentos anteriores, que podem remontar até a própria época de Daniel". (Bíblia Ave Maria, pág. 40).
"Pouco depois dele, Dn 12,2 explicitará a fé numa retribuição após a morte e no pensamento dele esta fé estará ligada à fé na ressurreição dos mortos, já que a mentalidade hebraica não concebe a vida do espírito separada da carne. No judaísmo alexandrino a doutrina progredirá em caminho paralelo e irá mais adiante. Depois que a filosofia platônica, com sua teoria da alma imortal, tiver libertado o pensamento hebraico de seus entraves, o livro da Sabedoria afirmará que "Deus criou o homem para a imortalidade (2,23) e que depois da morte a alma fiel gozará de felicidade sem fim junto de Deus, enquanto os ímpios receberão seu castigo (3,1-12). (Bíblia de Jerusalém, pág. 798).
"A situação histórica coloca o nosso Daniel no reinado do Antíoco IV Epífanes, que determinou o extermínio da religião judaica e a consecutiva helenização da Palestina. O autor do livro de Daniel (a nós desconhecido) serve-se de histórias antigas, segundo o gênero agádico, então muito em voga (cc.1-6; 13-14), para inculcar esperança e fé aos judeus perseguidos por Antíoco IV. Assim como Deus protegeu Daniel e os seus companheiros de todos os perigos, assim acontecerá com os judeus que forem fiéis à Lei e às tradições religiosas. O autor não tem em vista descrever fatos históricos, mas histórias moralizadoras, que poderiam, na realidade, ter um fundo ou um núcleo histórico, mas de segunda importância. Os dados internos do livro, lingüístico, histórico e teológico obrigam-nos a datar o livro por altura da morte do rei Antíoco IV (165-164 a.C)". (Bíblia Santuário, pág. 1313).
A explicação que encontramos para o grupo dos assideus: "Forma grecizada do hebr. Hasîdîm, os ‘piedosos’, comunidade de judeus apegados à Lei. Eles resistiram à influência pagã deste antes dos Macabeus e tornaram-se a tropa de choque de Judas (cf. Mc 14,6), mas sem se subordinarem à política dos Asmoneus (cf. 1Mc 7,13). Segundo Josefo, durante a chefia de Jônatas, por volta de 150, eles se dividiram em fariseus (Mt 3,7+ e At 4,1+) e essênios, mais bem conhecidos desde as descobertas de Qumrã (cf. Ant. XIII, 17s)". (Bíblia de Jerusalém, pág. 724).
Os fariseus acreditavam na ressurreição, anjo, espírito, imortalidade da alma, coisas que dariam para justificar o aparecimento da idéia de ressurreição somente agora, já que estes dois livros; Macabeus e Daniel, provavelmente tiveram como autores pessoas com essas origens.
O historiador Flávio Josefo registra nessa época os fariseus, saduceus e os essênios, inclusive, os dois primeiros são citados no Novo Testamento.
Recapitulando: autor desconhecido, escrito por volta de 165-164 a.C., o que nos coloca em data próxima do livro anterior, ou seja, 2 Macabeus.
Dn 12, 2: "Muitos dos que dormem na terra poeirenta, despertarão; uns para a vida eterna, outros para vergonha, para abominação eterna".

Encontramos a seguinte nota na Bíblia Santuário: "O profeta anuncia a libertação de Israel após os horrores levados a efeito por Antíoco Epífanes. Além da ressurreição nacional, o v.2 anuncia a ressurreição da carne (Is 26,29; 2Mc 7,9-14, 23-36; 12,43-46). A doutrina da ressurreição da carne é tipicamente bíblica e semita, enquanto que a da imortalidade da alma é de sabor mais helênico". (pág. 1338/9).
Aqui, como já explicamos anteriormente sobre Ezequiel, é provável que a idéia seja mesmo a da ressurreição nacional, ou seja, restauração do povo de Israel.
Vejamos agora o que ainda mais encontrarmos para desvendar qual era o conceito de ressurreição.
a) Voltar à vida no mesmo corpo
Elias, que ressuscitou um filho da uma viúva (1Rs 17,14),
Elizeu, que fez o mesmo com um filho de uma sunamita (2Rs 4,32-37),
Pedro, por ter ressuscitado a jovem chamada Tabita (At 9,36-40),
Paulo, que fez voltar à vida o menino Êutico, que havia morrido após ter caído de uma janela (At 20,9-12).
Jesus, a filha de Jairo (Mt 9,24), o filho da viúva de Naim (Lc 7,11-17) e Lázaro (Jo 11,1-44).
Será que realmente houve propriamente uma morte? Devemos observar, que no caso da filha de Jairo, Jesus disse: "a menina não morreu, está dormindo" (Mt 9,24; Mc 5,39 e Lc 8,52). Em relação a Lázaro (Jo 11,1-44) a coisa é mais complicada, pois apesar de Jesus ter afirmado que "esta doença não é para a morte", e "nosso amigo Lázaro dorme", o texto bíblico apresenta uma contradição a partir do versículo 13 a 16, dizendo que se trata de morte mesmo. Ora, isso, a nosso ver, para se justificar a tese da ressurreição corporal, fizeram um acréscimo ao texto original, cujo conteúdo se retirarmos da passagem não perde a solução de continuidade da narrativa.
Temos dito, em várias oportunidades, que os médicos de hoje se tivessem vivido naquele tempo seriam considerados "profetas", pois com certeza, com os atuais conhecimentos de medicina, iriam "ressuscitar" inúmeras pessoas. A grande questão é saber se Lázaro e a filha de Jairo, e o filho da viúva de Naim estavam realmente mortos, ou se passaram por uma EQM - Experiência de Quase Morte, que tem despertado o interesse de vários pesquisadores nos tempos atuais.
Esse conceito é o popular, mas, como já demonstramos pelo Dicionário Bíblico, ele não é exato.
b) Voltar à vida em outro corpo
Lucas (9,7-9): "O tetrarca Herodes, porém, ouviu tudo o que se passava, e ficou muito perplexo por alguns dizerem: ‘É João que foi ressuscitado dos mortos’; e outros: ‘É Elias que reapareceu’; e outros ainda: ‘É um dos antigos profetas que ressuscitou". Herodes, porém, disse: ‘A João eu mandei decapitar. Quem é esse, portanto, de quem ouço tais coisas?’ E queria vê-lo". (ver Mt 14,1-2 e Mc 6,14-16).
Lucas (9,18-19): "Um dia Jesus rezava num lugar retirado e seus discípulos estavam com ele. Ele lhes fez a seguinte pergunta; ‘Quem sou eu no dizer das turbas?’ Eles responderam: ‘Para uns, João Batista, para outros, Elias ou algum dos antigos profetas ressuscitado’". (ver também Mt 16,13-19; Mc 8,27-28).
Por essas passagens podemos perfeitamente saber que o povo realmente acreditava que alguém que já havia morrido poderia voltar como outra pessoa, senão não teria sentido o que o povo pensava a respeito de Jesus. E se isso não fosse possível, com certeza, Jesus teria dito dessa impossibilidade. Assim, fica claro que o conceito de ressuscitar aqui nessas passagens pode muito bem ser entendido por reencarnar.
Somente devemos fazer uma ressalva quanto a João Batista, que não poderia se enquadrar nesse conceito, nós o estaremos explicando no item "d".
c) Ressurgir em Espírito
Qual a ressurreição foi pregada por Jesus, a da carne ou a do Espírito?
Para responder essa questão é necessário lermos a resposta que Jesus deu aos saduceus, negadores da ressurreição, sobre uma mulher que, para cumprir a lei mosaica, teve que casar com os sete irmãos. A dúvida deles era, quando da ressurreição ela seria mulher de qual deles? A isso responde Jesus: "As pessoas deste mundo se casam. Contudo, as que são julgadas dignas de ter parte naquele mundo e na ressurreição dos mortos, lá não se casam. E já não podem morrer outra vez, porque são iguais aos anjos e filhos de Deus, sendo participantes da ressurreição". (Lc 20, 34-36). São iguais aos anjos, isso significa que serão seres espirituais, daí não se justifica mais o casamento, que é coisa para os que possuem corpos materiais.
Jesus disse que "O espírito é que dá vida a carne de nada serve" (Jo 6,63), o que vem reforçar a nossa natureza como sendo a espiritual. Por outro lado, partindo de que "Deus é Espírito" (Jo 4,24) e que somos a sua imagem e semelhança, é inevitável concluirmos que, na verdade, somos também Espíritos.
Seguindo a leitura de Lucas, temos: "E que os mortos ressuscitem, é Moisés quem dá a conhecer através do episódio da Sarça Ardente, quando chama ao Senhor: o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; para ele, então, todos são vivos". (Lc 20, 37-38). Considerando que se afirma, na narrativa, que Abraão, Isaac e Jacó "todos são vivos" e que ainda não aconteceu o juízo final, para a esperada ressurreição dos corpos, se eles são vivos, são vivos, portanto, em Espírito. E concluindo, pela comparação de Jesus, eles já ressuscitaram, ou seja, estão vivendo a vida do Espírito, por isso não morrem mais.
Assim, concluímos que, o que Jesus ensinou foi a ressurreição do Espírito, não a do corpo físico, dogma de igrejas tradicionais. O que também poderá ser confirmado em Paulo, quando diz: "a carne e o sangue não poderão herdar o reino de Deus" (1Cor 15,50)
d) Ressurgir em Espírito influenciando outra pessoa
Mateus 14,1-2: "Naquele tempo, Herodes, o tetrarca, veio a conhecer a fama de Jesus e disse aos seus oficiais: ‘Certamente se trata de João Batista: ele foi ressuscitado dos mortos e é por isso que os poderes operam através dele!’".
Essa passagem nós a estamos colocando para explicar a questão de João Batista. Ora, se acreditavam que Jesus estava fazendo prodígios porque "os poderes de João Batista operam através dele", isso, num português bem claro, seria a possibilidade de um morto exercer algum tipo de influência sobre um vivo. Confirmando, pelo menos como uma hipótese muito provável, que aceitavam a interferência dos mortos sobre os vivos, ou seja, isso nada mais é que a comunicação entre os dois planos da vida.
Assim, também, podemos dizer que ressurreição, neste caso, seria a volta de um morto à condição de espírito.

Conclusão


Podemos, para encerrar este estudo, concluir que o conceito de ressurreição não é só o que se nos têm passado pelas tradições religiosas. É mais abrangente.
Mas ainda ficou uma questão no ar, poderá nos falar. Sim, deixemos de propósito para falar agora: Jesus não ressuscitou no corpo físico? Não, apesar de que isso possa causar um certo choque. Explicaremos.
Quando se apresenta a Maria de Madalena, Jesus disse "não me toques porque ainda não subi para meu Pai" (Jo 20, 17), entretanto, em relação a Tomé disse: "Põe aqui o teu dedo, vê as minhas mãos, aproxima também a tua mão, põe-na no meu lado" (Jo 20,27), nos parecendo uma contradição. Ainda fica mais difícil compreender quando colocam Jesus dizendo "porque um espírito não tem carne, nem ossos, como vós vedes que eu tenho" (Lc 24, 39), e, na seqüência, ele está comendo peixe com favo de mel (Lc 24,43). Tudo isso nos parece montado para justificar a idéia que os hebreus tinham que a alma não sobreviveria sem o corpo físico.
No livro de Tobias, encontramos um anjo fazendo coisas comuns ao seres humanos, inclusive comendo, mas ao final ele declara: "Eu sou Rafael, um dos sete anjos... Vocês pensavam que eu comia, mas era só aparência... E o anjo desapareceu. Quando se levantaram, não o puderam ver mais". (Tb 12, 15-22). No caso de Jesus não poderia ser uma materialização? Nessa hipótese estaria justificada a questão de ser tangível.
Mas considerando que, em determinas oportunidades, se manifesta e ninguém o reconhece, somente acontecendo após algum gesto, como isso poderia ocorrer se ele tivesse ressuscitado no corpo físico? Se fosse em espírito poderia muito bem pela sua evolução espiritual transparecer com tanta luz que não conseguiram mesmo prontamente identificá-lo. Teria ele quando vivo dito algo que negaria depois de morto, já que acreditamos que o que pregou mesmo foi a ressurreição do Espírito?
Todos os evangelistas são unânimes em dizer que o corpo de Jesus foi colocado num túmulo novo. Enquanto pela narrativa de Mateis (27.59-60) e Marcos (15,46) o túmulo era de José de Arimatéia, Lucas (23,52) não dá a entender isso e João (19,41-42) diz que o túmulo estava localizado no jardim perto do lugar onde Jesus fora crucificado, e o colocaram lá porque estava perto, ficando, portanto, a idéia que não pertencia a José de Arimatéia. Prestem a atenção "colocaram", não enterraram, não seria um lugar provisório?
Em Atos (5,6.10), quando se narra a morte de Ananias, e, logo após, a de Safira, sua mulher, está dito: "levaram para enterrar", ou seja, em definitivo. Assim, por falta de maiores comprovações, podemos concluir que o lugar onde colocaram o corpo de Jesus não seria o seu túmulo definitivo, o que, provavelmente, foi feito depois, daí a razão do desaparecimento de seu corpo, hipótese mais provável, pelas narrativas.
Por outro lado, no domingo de manhã, dois dias depois da morte de Jesus, algumas mulheres compram perfumes e foram ao sepulcro para embalsamar o corpo (Mc 16,1; Lc 24,1), reforçando a idéia de que foi colocado ali provisoriamente. No relato de João (20,1) somente Maria Madalena foi ao sepulcro, sem dizer o motivo, que ao encontrá-lo vazio, diz: "Retiraram do sepulcro o Senhor e não sabemos onde o puseram". (20,2), ou seja, falou exatamente o que se esperava acontecer.
Por que estamos dizendo isso? Quem vai nos tirar desse impasse? Em Atos (16,7) Paulo e Timóteo tentam entrar na Bitínia, aí diz o texto: "mas o Espírito de Jesus os impediu". Em 2Cor 3,17, Paulo afirma: "O Senhor é Espírito". Pedro nos diz que Jesus: "...sofreu a morte em seu corpo, mas recebeu vida pelo Espírito" (1Pe 3,18) e nos dá outra informação dizendo que Jesus foi pregar o Evangelho aos mortos (1Pe 4,4-6), e se isso aconteceu, Jesus só poderia ter feito em Espírito. Assim, tudo se converge para a idéia de que Jesus, após sua morte, ressuscitou em Espírito.
A conclusão final, portanto, fica-nos que a ressurreição contida na Bíblia é a do Espírito e não do corpo. E sendo a do Espírito, por ela também se admitia a influência desse Espírito sobre um encarnado.


Paulo da Silva Neto Sobrinho
Dez/2003.


Referências bibliográficas:

A Magia do Egito, Os mistérios da Civilização, nº 01, Editora Escala.
A Magia do Egito, Deuses e Mitos, nº 5, Editora Escala.
Bíblia Sagrada, Centro Bíblico Católico, Editora Ave Maria, São Paulo, 1989, 68a. Edição;
Bíblia Sagrada, Edição Barsa, Catholic Press, 1965.
Bíblia Sagrada, Edição Pastoral, Paulus Editora, São Paulo, SP, 43ª. impressão, 2001;
Bíblia Sagrada, Edições Paulinas, São Paulo, 37a. Edição, 1980;
Bíblia Sagrada, Editora Santurário Aparecida, São Paulo, 5ª Edição, 1984.
Bíblia Sagrada, Editora Vozes, Petrópolis, 1989, 8a. Edição;
Bíblia de Jerusalém, Paulus Editora, 2002, nova edição, revista e ampliada;
Novo Testamento, LEB – Edições Loyola, São Paulo, SP, 1984;
Dicionário Bíblico Universal, L. Monloubou e F.M. Du Bruit, Petrópolis, RJ, Vozes; Aparecida, SP: Editora Santuário, 1996.
Revista das Religiões, edição 2, Editora Abril, agosto 2003.
Revista Veja, edição 1747, ano 35, nº 15, 17 de abril de 2002, Ed. Abril

Reencarnação na Bíblia


O escritor José Reis Chaves, em seu livro "A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência" consegue, com grande clareza, provar que a reencarnação consta da Bíblia. No capítulo 3 – Através da Bíblia, diz:
"Há muitas pessoas que afirmam convictamente que a reencarnação não está na Bíblia. O autor deste livro também foi uma pessoa que pensava assim. Mas ela está lá, só que de um modo oculto, esotérico ou velado, sobre o que já falamos numa outra parte anterior deste livro".
"Quando Jesus disse que examinássemos as Escrituras, Ele quis dizer que nos aprofundássemos no estudo da Bíblia, para que pudéssemos compreender a sua mensagem".
"Portanto, não basta que nos informemos do conteúdo da Bíblia. É necessário que façamos um estudo profundo do seu conteúdo. E isso tem de ser feito por quem tenha estrutura para tal, ou seja, tenha um bom nível de instrução, seja inteligente e tenha dom para isso. É, pois, engano pensar que só um bispo, padre ou pastor sejam pessoas que entendam a fundo de Bíblia, embora encontremos entre eles grandes sumidades no assunto. Esses indivíduos, geralmente, pensam de maneira diferente da maioria dos padres e pastores sobre alguns textos bíblicos, embora, às vezes, sejam discretos em seus conhecimentos, pois têm de prestar obediência à hierarquia de suas igrejas. A nossa opinião é a de que o indivíduo só pode conhecer as Escrituras Sagradas, tendo liberdade de raciocínio e oportunidade, inclusive de comparar os textos bíblicos com os de outros livros sagrados de outras religiões, pois arquétipos junguianos estão, também, presentes nas literaturas de todas as escrituras sagradas, e não só da Bíblia".
Iniciamos colocando a fala de José Reis Chaves por ser ele católico, para não dizerem que nós, os espíritas, estejamos distorcendo os fatos a nosso favor.
Recomendamos, inclusive, seu livro a todos que sinceramente buscam conhecer a verdade, principalmente aos que seguem: "Examinai tudo, conservai o que é bom" (1 Tes. 5, 21).
Neste livro encontramos várias passagens bíblicas, analisadas, pelo autor, sobre a reencarnação, nós iremos nos concentrar apenas em algumas que podemos encontrar no Novo Testamento.
Em Mateus 16, 13-14, temos: "Tendo chegado à região de Cesáreia de Felipe, Jesus perguntou aos discípulos: "Quem dizem por aí as pessoas que é o Filho do homem?" Responderam: "Umas dizem que é João Batista; outras, que é Elias; outras, enfim, que é Jeremias ou algum dos profetas".
Veja bem, se o povo pensava que Jesus poderia ser João Batista, Elias, Jeremias ou algum dos profetas é porque acreditavam que alguém que já havia morrido pudesse voltar como outra pessoa, razão da resposta. Entretanto, não tinham noção como isso poderia acontecer. Sendo João Batista contemporâneo de Jesus, não haveria a menor possibilidade d’Ele ser João Batista reencarnado. É a única ressalva que poderemos fazer a esse texto.
Outra passagem que podemos citar é a de João 3, 1-8, entretanto essa talvez seja a mais polêmica, porquanto as várias traduções e interpretações da Bíblia são divergentes quanto ao termo "nascer de novo". Mas, mesmo assim a citaremos:
"Havia entre os fariseus um, chamado Nicodemos, dos mais importantes entre os judeus. Ele foi encontrar-se com Jesus à noite e lhe disse: "Rabi, bem sabemos que és um Mestre enviado por Deus, pois ninguém seria capaz de fazer os sinais que tu fazes, se Deus não estivesse com ele. Jesus respondeu: "Eu te afirmo e esta é a verdade; ninguém verá o reino de Deus se não nascer de novo". Disse-lhe, Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Porventura poderá entrar de novo no seio de sua mãe e nascer?" Jesus respondeu: "Eu vos afirmo e esta é a verdade: se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasce da carne e carne. O que nasce do Espírito é espírito! Não te admires do que eu disse: é necessário para vós nascer de novo. O vento sopra para onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem aonde vai. Assim é quem nasce do Espírito".
O que se pode deduzir do texto é que Nicodemos entendeu perfeitamente que era sobre nascer de novo, que Jesus estava falando, sua dúvida ficou apenas como isso poderia ocorrer.
Querem alguns que o nascer da água seja o batismo. Se for por que, então Jesus reafirma: O que nasce da carne é carne; o que nasce do Espírito é espírito. Perfeitamente coerente com o sentido de nascer da água, pois seu significado, à época, era de ser a origem da matéria. Vemos que toda a vida material, dela depende, e, especificamente nós os humanos, além de sermos mais água que carne, ficamos nove meses "dentro d’água" antes de nascermos de novo.
E, como afirmamos anteriormente, esta passagem é causa de longos e polêmicos debates.
Entretanto, encontraremos em Mateus (17, 10-13) a reencarnação de forma bem mais clara, senão vejamos: "Os discípulos lhe perguntaram: "Por que dizem os escribas, que Elias deve vir antes?" Respondeu-lhes: "Elias há de vir para restabelecer todas as coisas. Mas eu vos digo que Elias já veio e não o reconheceram, mas fizeram com ele o que quiseram.Do mesmo modo, também o filho do homem está para sofrer da parte deles. Então, os discípulos compreenderam que Jesus lhes tinha falado a respeito de João Batista".
Por que Elias não foi reconhecido? Porque agora animava outro corpo. Simples não?
Mas poderiam objetar: Jesus não afirmou que João Batista era Elias. Foram seus discípulos que pensaram assim. Certo! Mas em várias oportunidades Jesus demonstrou conhecer o pensamento das pessoas, por isso, se não disse nada em contrário é porque sancionava o que os discípulos estavam pensando.
As dúvidas poderão ser dissipadas nesta outra narrativa. Vejamos Mateus 11, 14-15: "E, se quiserdes compreendê-los, João é o Elias que estava para vir. Quem tem ouvidos, que escute bem". Essa última frase deve ter sido dita por Jesus por que sabia que muitos não iriam aceitar o princípio da reencarnação, mas reafirmamos: quem quiser ouvir que ouça!
É sempre colocada a passagem de Hebreus 9, 27 como contrária à reencarnação, que diz: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo, assim o Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da multidão, e aparecerá uma segunda vez, não, porém, em razão do pecado, mas para trazer a salvação àqueles que o esperam".
No texto não há nenhuma afirmativa contra a reencarnação. O que foi dito é o que acontece realmente, pois no presente corpo, em que o espírito nele habita, morrerá só uma vez, não temos nenhuma dúvida disso. Isso é válido para todas as vezes que ele (espírito) se reencarnar, ou seja, para cada reencarnação: somente uma morte.

Paulo da Silva Neto Sobrinho

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sobre as Penas Eternas

Palavras de Kardec



Com o atrativo de recompensas e temor de castigos, procura-se estimular o homem para o bem e desviá-lo do mal. Se esses castigos, porém, lhe são apresentados de forma que a sua razão se recuse a admiti-los, nenhuma influência terão sobre ele. Longe disso, rejeitará tudo: a forma e o fundo. Se, ao contrário, lhe apresentarem o futuro de maneira lógica, ele não o repelirá. O Espiritismo lhe dá essa explicação.

A doutrina da eternidade das penas, em sentido absoluto, faz do Ente Supremo um Deus implacável. Seria lógico dizer-se, de um soberano, que é muito bom, muito magnânimo, muito indulgente, que só quer a felicidade dos que o cercam, mas que ao mesmo tempo é cioso, vingativo, de inflexível rigor e que pune com o castigo extremo as três quartas partes dos seus súditos, por uma ofensa, ou uma infração de suas leis, mesmo quando praticada pelos que não as conheciam? Não haveria aí contradição? Ora, pode Deus ser menos bom do que o seria um homem?

Outra contradição. Pois que Deus tudo sabe, sabia, ao criar uma alma, se esta viria a falir ou não. Ela, pois, desde a sua formação, foi destinada à desgraça eterna. Será isto possível, racional? Com a doutrina das penas relativas, tudo se justifica. Deus sabia, sem dúvida, que ela faliria, mas lhe deu meios de se instruir pela sua própria experiência, mediante suas próprias faltas. É necessário, que expie seus erros, para melhor se firmar no bem, mas a porta da esperança não se lhe fecha para sempre e Deus faz que, dos esforços que ela empregue para o conseguir, dependa a sua redenção. Isto toda gente pode compreender e a mais meticulosa lógica pode admitir. Menos cépticos haveria, se deste ponto de vista fossem apresentadas as penas futuras.

Na linguagem vulgar, a palavra eterno é muitas vezes empregada figuradamente, para designar uma coisa de longa duração, cujo termo não se prevê, embora se saiba muito bem que esse termo existe. Dizemos, por exemplo, os gelos eternos das altas montanhas, dos pólos, embora saibamos, de um lado, que o mundo físico pode ter fim e, de outro lado, que o estado dessas regiões pode mudar pelo deslocamento normal do eixo da Terra, ou por um cataclismo. Assim, neste caso, o vocábulo - eterno não quer dizer perpétuo ao infinito.

Quando sofremos de uma enfermidade duradoura, dizemos que o nosso mal é eterno. Que há, pois, de admirar em que Espíritos que sofrem há anos, há séculos, há milênios mesmo, assim também se exprimam? Não esqueçamos, principalmente, que, não lhes permitindo a sua inferioridade divisar o ponto extremo do caminho, crêem que terão de sofrer sempre, o que lhes é uma punição.

Demais, a doutrina do fogo material, das fornalhas e das torturas, tomadas ao Tártaro do paganismo, está hoje completamente abandonada pela alta teologia e só nas escolas esses aterradores quadros alegóricos ainda são apresentados como verdades positivas, por alguns homens mais zelosos do que instruídos, que assim cometem grave erro, porquanto as imaginações juvenis, libertando-se dos terrores, poderão ir aumentar o número dos incrédulos. A Teologia reconhece hoje que a palavra fogo é usada figuradamente e que se deve entender como significando fogo moral (974). Os que têm acompanhado, como nós, as peripécias da vida e dos sofrimentos de além-túmulo, através das comunicações espíritas, hão podido convencer-se de que, por nada terem de material, eles não são menos pungentes. Mesmo relativamente à duração, alguns teólogos começam a admiti-la no sentido restritivo acima indicado e pensam que, com efeito, a palavra eterno se pode referir às penas em si mesmas, como conseqüência de uma lei imutável, e não à sua aplicação a cada indivíduo. No dia em que a Religião admitir esta interpretação, assim como algumas outras também decorrentes do progresso das luzes, muitas ovelhas desgarradas reunirá.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Biograia de Chico Xavier

Chico Xavier

Médium brasileiro

Chico Xavier (1910-2002) foi um médium brasileiro, reconhecido como o maior psicógrafo de todos os tempos. Com 4 anos de idade já via e ouvia os espíritos e conversava com eles. Com 5 anos ficou órfão de mãe e foi entregue aos cuidados da madrinha, que lhe castigava por qualquer motivo. Várias vezes ouviu sua falecida mãe dizer que enviaria um anjo para reunir novamente a família. A segunda esposa de seu pai, Cidália Batista reuniu todos os seus irmãos e ainda teve mais cinco filhos.
Sua personalidade lhe causava vários problemas na escola. Com 17 anos iniciou os estudos do espiritismo e fundou o Centro Espírita Luiz Gonzaga. Iniciou-se na prática da psicografia escrevendo dezessete páginas. Publicou vários livros com mensagens e criou sua fundação para ajudar os pobres. Exerceu várias funções para ajudar no sustento da família e aposentou-se pelo Ministério da Agricultura. Chico personifica o espiritismo no Brasil. Figura popular era procurado por grande número de pessoas que queriam conselhos e contato com entes falecidos. Segundo a Federação Espírita do Brasil Chico Xavier participou de sua primeira reunião espírita em 7 de maio de 1927.
Chico Xavier (1910-2002) nasceu no dia 2 de abril em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Filho do operário inculto e humilde e da lavadeira Maria João de Deus. O casal teve nove filhos que ficaram órfão de mãe quando Chico tinha cinco anos de idade. Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou aos cuidados de sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente. Várias vezes ouvia sua falecida mãe dizer que enviaria um anjo para reunir toda a família. A segunda esposa de seu pai, reuniu todos os seus irmãos e ainda teve mais cinco filhos.
A situação era difícil. O salário do chefe da família dava escassamente para o necessário e os meninos precisavam estudar. Foi então que a boa madrasta teve a ideia de fazer uma horta e vender os legumes. Em algumas semanas, o menino já estava na rua com o cesto de verduras. Desta forma, conseguiram melhorar a renda e voltar a frequentar as aulas.
Em janeiro de 1919, com a saída do chefe da casa para o trabalho e das crianças para a escola, a madrasta era obrigada, algumas vezes, a deixar a casa pois precisava buscar lenha. Foi então que a vizinha, se aproveitando da ausência de todos, passou a colher as verduras sem permissão da família. Preocupada a madrasta não querendo ofender a amiga, pediu a Chico Xavier que pedisse um conselho ao espírito de sua mãe. O menino foi ao quintal e rezou como fazia sempre que queria conversar com sua mãe e lhe contou o problema. Sua mãe lhe disse que realmente não deviam brigar com os vizinhos e lhe deu a sugestão de que toda vez que sua madrasta se ausentasse, entregasse a chave de casa a vizinha, para que ela tomasse conta da casa. Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não tocou mais nas hortaliças.
Passados todos esses problemas, o menino não viu sua genitora com tanta frequência. Mas passou a ter sonhos. À noite, levantava-se agitado e conversava com os espíritos. De manhã, contava as peripécias de pessoas mortas, coisas que ninguém podia compreender. O pai resolveu levá-lo ao vigário de Matozinhos, que, após ouvi-lo, recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas e livros. Disse-lhe que ninguém volta a conversar depois da morte. O menino chorava nos braços de sua madrasta, criatura piedosa e compreensiva.
Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebida em sonho, que a seguisse. Precisava aprender a obediência para que Deus um dia lhe concedesse a confiança dos outros. E durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe.
Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente a missa e acompanhava as procissões. Levantava cedo para começar as tarefas escolares e em seguida seguia para o serviço da fábrica onde trabalhava de três da tarde, para sair as onze da noite.
Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho começava das seis e meia da manhã e seguia até oito da noite. As perturbações noturnas continuaram, depois de dormir, caia em transe profundo. Em 1927 uma de suas irmãs caiu doente. Um casal de espíritas, reunido com familiares da doente, realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar em sua casa. Na mesa, dois livros, "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Ouviu da mãe: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros a nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos".
A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade psicográfica foi D. Rosália. Fazia passeios campestres com os alunos que deveriam, no dia seguinte, levar-lhe uma composição, descrevendo o passeio. A de Chico tirava sempre o primeiro lugar. Desconfiada, D. Rosália, um dia, fez o passeio mais cedo e, na volta, pediu que os alunos fizessem a composição em sua presença. Chico, novamente, tira o primeiro lugar, escrevendo uma verdadeira página literária sobre o amanhecer e daí tirando conclusões evangélicas. Rosália mostrou aos amigos íntimos a composição e todos foram unânimes em reconhecer que aquilo, se não fora copiado, era então dos espíritos.
Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza. Distante 6 quilômetros da cidade, despertou seu amor pela natureza. Vê em tudo poesia e oração, vida, verdade, luz, beleza e amor. Acima de tudo sente a presença de Deus.
Em 7 maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. Em fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem frequentado. As reuniões eram realizadas nas segundas e sextas-feiras.
A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público. Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931. Nesse mesmo amo Chico passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além -Túmulo", que foi lançado em julho de 1932. Em 1950, Chico Xavier já havia escrito pela sua psicografia, mais de 50 livros.
Vivia num ritmo constante de atividades mediúnicas, estava conhecidíssimo no Brasil e em vários outros países. Seus livros versavam assuntos filosóficos, científicos e sobretudo, realçando os Evangelhos, escrevendo e traduzindo, de forma clara e precisa, as Lições do Livro da Vida.
Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. Deu início a famosa peregrinação. Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o bondoso médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas. Sob a luz das estrelas e de um lampião que seguia a frente, iluminando as escuras ruas da periferia, ia contando fatos de grande beleza espiritual.
A cidade de Uberaba, transformou-se num pólo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil, e até mesmo do exterior, que aqui aportam com o objetivo de conhecer o médium. Aqueles que conhecem a sua vida e a sua obra não medem distâncias para vê-lo. Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico, prestando esclarecimentos e reconforto aos que o procuravam.
Os direitos autorais de seus livros publicados, são cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades. Chico psicografou 451 livros, reproduzia o que os espíritos lhe transmitiam. Seus livros foram traduzidos para vários países. Psicografou várias cartas de mortos para suas famílias.
Chico morreu no dia 30 de junho, de parada cardíaca, após reclamar de dores no peito e nas costas, segundo sua família. Encontrado morto em seu quarto, na cidade de Uberaba, pelo filho adotivo Eurípedes Humberto.

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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Grupo Fraternal Allan Kardec



Grupo Fraternal Allan Kardec
Contato: (63) 9237 3423

SER ESPÍRITA

Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão.
Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera.
Não é ter uma religião especial;  é deter uma grave responsabilidade.
Não é superar o próximo; é superar a si mesmo.
Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno.
Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação; é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição.
Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber; é comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também.
Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança. Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer.
 Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão.
O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença. 
Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus. 
Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente. Anormal é não ser bom. 
Ser espírita não é curar ninguém; é contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura. 
Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante. 
Ser espírita não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber". 
Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.
Isto é ser espírita.
Com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre.

 Do Livro "Aprendendo a lidar com as crises" de Wanderley Pereira.

domingo, 8 de abril de 2012

Meu Anjo

Leia "Meu Anjo" de Fausto Oliveira e aprenda técnicas para ajudar eliminar problemas de: depressão-medo-fobia-insegurança-geral, traumas de infância-timidez e problemas emocionais em geral. aprenderá também técnicas para ter harmonia conjugal, sentimental e familiar.
O livro "Meu Anjo" do parapsicólogo fausto oliveira, não se trata de um anjo de asas e sim de uma força interior que existe dentro de nós, dentro do nosso subconsciente. O livro "Meu Anjo" também explica tudo sobre regressão de memória, como funciona e de onde vem todos os problemas que afetam os seres humanos. conhecendo o mecanismo de como funciona a sua mente, tudo poderá ser transformado e ter uma vida melhor em todos os aspectos inclusive descobrir a pessoa certa no amor, transformar para melhor a pessoa amada e identificar a sua verdadeira alma gêmea.
Quando adquirir este precioso livro best-seller que já vendeu milhares de exemplares, comece a leitura a partir da página nº 84 até o final, depois comece a ler do início normal. trata-se de um grande segredo que existe entre linhas com técnicas subliminares que certamente entrará em contato com o seu subconsciente e com certeza maravilhas aconteceram em sua vida. Milhares de pessoas em todo o mundo nos escrevem e ligam para o nosso instituto que: a partir do momento que leram este livro tiveram suas vidas transformadas. temos toda a comprovação de milhares de cartas recebidas de todas as partes do mundo a disposição de quem interessar.
Não se trata de milagres e sim de uma grande realidade, a partir do momento que você descobre o poder mental que possui e passa a praticar as leis da mente e do criador, tudo se transforma em sua vida.


Para baixar clique na capa do livro!


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Endereços de Casas Espíritas de Palmas


Aqui estaremos divulgando endereços e atividades das Casas Espíritas em Palmas.
Se você quiser que o endereço da casa que frequenta apareça aqui, mande um email para nós que fazemos questão de incluir.
novomundoespírita@gmail.com

Grupo Fraternal Allan Kardec

Grupo Espírita Maria de Nazaré

Núcleo Espírita Caridade o Caminho

Centro Espírita Casa do Caminho

IDE - Instituto de Divulgação e Estudo da Doutrina Espírita

domingo, 1 de abril de 2012

Vote em Chico Xavier


Jesus

Segundo o Novo Testamento, Jesus nasceu em Belém, uma cidadezinha localizada oito quilômetros ao sul de Jerusalém, filho do carpinteiro José e de uma jovem chamada Maria, que o concebeu sem macular sua virgindade. Os evangelhos de Lucas e Mateus afirmam que Jesus nasceu "perto do fim do reino de Herodes". O texto de Lucas afirma que a anunciação aconteceu em Nazaré, onde José e Maria viviam, mas eles foram obrigados a viajar até Belém pelo censo "ordenado quando Quirino era governador da Síria".

A Lei do Caminhão de Lixo

 Arnaldo Jabor

Um dia, peguei um táxi e fomos direto para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando, de repente, um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós. O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara. E o fez bastante amigavelmente.

Assim, perguntei:

- Por que você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!

Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo "A Lei do Caminhão de Lixo". Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva e de desapontamento.

À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso como pessoal. Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente.

Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

O princípio disso é que pessoas bem-sucedidas não deixam os seus caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar com remorso, assim... Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem.

A vida é 10% o que faz dela e 90% a maneira como a recebe!

 Tenha um dia abençoado, livre de lixo

domingo, 23 de outubro de 2011

Memórias Do Padre Germano


É de origem mediúnica esta maravilhosa obra, recebida num Centro Espírita da Espanha dos fins do século XIX e compilada pela notável escritora Amália Domingo Sóler. Em estilo novelesco, o luminoso Espírito Padre Germano descreve o seu trabalho de sacerdote católico, desenvolvido durante a sua última encarnação terrena, toda ela consagrada à consolação dos humildes e oprimidos. Em tudo que diz há tanto sentimento, tanta religiosidade e amor a Deus, tal admiração às leis eternas e tão grande enlevo pela Natureza, que, lendo os seus escritos, a criatura mais atribulada se consola, o mais cético espírito medita, comove-se o mais insensível. O leitor encontra nesta obra uma demonstração inquestionável de que só o esforço pessoal, nobre e devotado, edifica para a eternidade.

Para baixar Clique Aqui!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Devemos Crer na Bíblia Piamente?

A Bíblia para os protestantes é a única regra de fée prática, ela é a “palavra de Deus”, cada um dos seus textos foi divinamente inspiradoe dela nada pode ser retirado, nem a ela acrescido. Vale transcrever aqui ojudicioso comentário do escritor RUBEM ALVES:

“Parte-sede um “a priori” dogmático: A Bíblia foi escrita por inspiração de Deus. Mas,mais do que isto. Não basta dizer “foi”, porque então entraríamos no campo dasmediações históricas. Como garantir que o texto não foi corrompido? E com istoa autoridade se dissolve pela dúvida. O texto foi preservado puro em todos osséculos, de sorte que o texto que temos hoje diante de nós contém, na suatotalidade, as próprias palavras de Deus. A Bíblia é, assim, a voz de Deus”.(“Protestantismo e Repressão”, ed. Ática, pg. 98).
Nós não temos da Bíblia a mesma noção queos nossos irmãos evangélicos. Respeitamo-la como um repositório de ensinamentosdivinamente inspirados e, sobretudo, como acervo documentário da história dopovo hebreu. Duas mensagens importantes nela se inserem, visando a impulsionaros homens pela senda do progresso: Uma no Antigo Testamento, consistente nocódigo de moral ministrado por Moisés com as “Tábuas da Lei”. Outra no NovoTestamento, dada por Jesus, com a noção da imortalidade da alma e dasrecompensas e punições após a morte, segundo as obras, boas ou más, do serhumano em sua existência terrena.
Essas mensagens são consideradas“revelações” e o são, com efeito, no sentido de constituírem ensinamentos novospara o povo a que eram dirigidas; mas, se compulsarmos a História, veremos quenão foram ensinos dados em primeira mão, pois outros povos mais antigos, já oshaviam recebido.
Assim é que os “Dez Mandamentos” foram adaptados dos LivrosVédicos, muito anteriores à Bíblia, nos quais se achavam classificados como“pecados do corpo” (bater, matar, roubar, violar mulheres), “pecados dapalavra” (ser falso, mentir, injuriar) e “pecados da vontade” (desejar o mal,cobiçar o bem alheio, não ter dó dos outros). (THEODORE ROBINSON, em“Introduction de I’Histoire des Religions”, cit. por MÁRIO CAVALCANTI DE MELOem “Da Bíblia aos Nossos Dias”, ed. 1972, pg. 207). A noção da imortalidade daalma já existia em diversas civilizações anteriores à israelita.

Moisés certamente foi um homem de grandecultura para a sua época, versado nos segredos da ciência egípcia, por ter sidocriado e educado pela família real (Atos 7:22). Isto não invalida o ensino dadoao povo hebreu, nem lhe tira o caráter de “revelação”, apenas sugere moderaçãoaos que pretendem ser a Bíblia a única revelação ministrada por Deus aoshomens.

Da mesma forma, a lei de amor pregada porJesus já havia sido objeto de pregação pelo filósofo hindu Kristna e era crençacomun entre os povos da antiguidade oriental. Mas as revelações daquele egrégiofilósofo foram abafadas pelo Brahmanismo, exatamente como as de Jesus vieram aser abafadas pelos que se proclamam seus seguidores.

O ponto que desejamos salientar é que, sea Bíblia trouxe revelações divinas ao homem, outras revelações têm sidoministradas por Deus a outros povos. Vários livros religiosos da antiguidade,cada um a seu tempo e atendendo às circunstâncias da sua época, contribuírampara a elevação moral dos povos. A própria Ciência pode ser considerada uminstrumento de revelações, sendo os grandes inventores missionários inspiradosno sentido de incentivarem o progresso intelectual. E o que são os grandesartistas, senão mensageiros incumbidos do aprimoramento da sensibilidade doespírito humano?

Deus é o Criador de todos os homens, esendo um Pai Amoroso qual o retrata Jesus, não iria privilegiar um pequenogrupo de bárbaro, relegado oa abandono todo o resto da humanidade por Elecriada. Os hebreus se consideraram “o povo eleito de Deus”, e os irmaos evangelicosacreditam piamente nessa história, por haver inúmeras referêcias a isso naEscritura... E como não haveria, se os escritores da Bíblia foram todos judeus?


Éinteressante observar que todo o Velho Testamento retrata uma evidentepreparação para o advento do Messias. Mas quando enfim desce à Terra  aquele que, segundo os nossos irmãos, é aencarnação do próprio Deus, os  israelitaso rejeitam e o crucificam... E dois mil anos depois, quando a figura do Cristose prjeta na História como o maior de todos os profetas enviados por Deus àhumanidade, aquele que veio traçar novos rumos à grande civilização ocidentalque se intitula “cristã”, nem assim o “povo eleito” reconhece ou se penitenciado mais clamoroso dos seus erros, continuando apegado à velha concepçãofarisaica, alheio à pessoa do Nazareno e não mais esperando um Messiaspersonalizado, mas atribuindo à própria comunidade a tarefa messiânica, deconduzir a humanidade aos pés de Jeová, na plenitude dos tempos.

Sendo um povo de grande inteligência esagacidade, é natural que os israelitas dos tempos hodiernos usassem seuinegável prestígio bíblico junto às opulentas comunidades cristãs, principalmenteas protestantes, para desencadear o movimento sionista, que teve por desfecho a“doação” que lhes fizeram as Nações Unidas, em 1948, de vastos territóriosmantidos sob protetorado, mas cujos possuidores, legítimos ou não, eram ospovos palestinos.

Parece-nos questionável a pretensão aterritórios cuja posse fora perdida há mais de três mil anos, além de teremsido adquiridos por direito de conquista, mediante o arrasamento das cidades ea eliminação de praticamente todos os habitantes. Mas o que a Bíblia deixa bemclaro é que todas aquelas impiedosas conquistas foram efetuadas por ordem diretae sob imediata proteção do próprio “Deus de Israel”. Leiam-se as seguinteseloquentes passágens:

Lev. 20:26 - “E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos para serdesmeus.”

Deut. 7:2 - “Quando oteu Deus te tiver dado gentes mais poderosas do que tu totalmente as destruirás,não farás acordo com elas e nem terás piedade delas.”

Deut. 7:6 - “Porquepovo santo és ao Senhor teu Deus, que te escolheu para que fosses o seu povopróprio, de todos os povos que existem sobre a terra.”

Não se veja em nossas palavras nenhumlaivo de anti-semitismo; o que apenas fazemos é expor fatos, para ilustrar duasimportantes conclusões: A primeira é que, para insuflar um povo bárbaro,de índole indomável, os seus próceres tinham de incutir-lhe na menteprecisamente isto: — que eram “o povo santo de Deus”, portanto bem superioresaos povos idólatras cujas terras deviam conquistar, e que era o próprio Jeová quemordenava o arrasamento das cidades e o extermínio total dos seus habitantes.

A segunda conclusão éque o grande apóstolo São Paulo, que recebeu de Jesus a missão de levar amensagem do Evangelho aos gentios, trouxe, como resquício da sua condição de judeue fariseu, o mesmo sentimento de privilégio, através da insólita doutrina da“predestinação”: os “salvos” foram eleitos desde a eternidade para a salvação(Efésios 1:4), todos os demais são “ímpios”, estão condenados à perdiçãoeterna.


Texto extraído do livro
"Espiritismo e As Igrejas Reformadas"
de Jayme Andrade


O Velho Testamento, em séculos composto,
contêm a tradição e a saga dos hebreus:
Seus juízes e reis, seus heróis e profetas,
“olho por olho” é a Lei, Jeová zeloso é o Deus.


Mas eis que vem Jesus e, afastando a cortina
da opressão, faz brilhar excelsa claridade;
surge, em manhã radiosa o Novo Testamento
com mensagens de paz, perdão, fraternidade.


Cristo veio mostrar que a morte não existe,
que a vida continua, e o galardão consiste
em receber cada um segundo o que fizer.


Cada qual examine bem o ensinamento,
veja, à luz do Evangelho, o seu comportamento
e diga que é Cristão, depois, se assim quiser.

sexta-feira, 11 de março de 2011

A Gênese


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Sinopse

É uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: Na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; Em sua segunda parte, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; Na terceira parte enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no Mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas Leis Divinas.

O Céu e o Inferno


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Sinopse

“O Livro dos Médiuns” é uma das cinco obras que constituem a Codificação da Doutrina Espírita. Reúne “o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo”. Apresenta ainda, na parte final, precioso vocabulário básico espírita. De leitura e consulta indispensável para os espíritas, será sempre uma preciosa fonte de conhecimento também para qualquer pessoa indagadora e atenta ao fenômeno mediúnico, que se manifesta crescentemente no mundo inteiro, dentro ou fora das atividades espíritas. Sendo os homens parte integrante do intercâmbio entre os dois planos da vida o material e o espiritual, o melhor é que conheçamos, e bem, os mecanismos desse relacionamento. “O Livro dos Médiuns” é o manual mais seguro para todos os que se dedicam às atividades de comunicação com o Mundo Espiritual.

O Livro Dos Espíritos


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Sinopse

Dos cinco livros fundamentais que compõem a Codificação do Espiritismo, este foi o primeiro, reunindo os ensinos dos Espíritos Superiores através de médiuns de várias partes do Mundo. Ele é o marco inicial de uma Doutrina que trouxe uma profunda repercussão no pensamento e na visão de vida de considerável parcela da Humanidade, desde 1857, data da primeira edição francesa. Estruturado em quatro partes e contendo 1.019 perguntas formuladas pelo Codificador, aborda os ensinamentos espíritas, de uma forma lógica e racional, sob os aspectos científico, filosófico e religioso. Independentemente de crença ou convicção religiosa, a leitura de “O Livro dos Espíritos” será de imenso valor para todos, porque trata de Deus, da imortalidade da alma, da natureza dos Espíritos, de suas relações com os homens, das leis morais, da vida presente, da vida futura e do porvir da Humanidade, assuntos de interesse geral e de grande atualidade.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Espiritismo e as Igrejas Reformadas

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Ressurreição, o significado bíblico


"O erro não se torna verdade por multiplicar-se na crença de muitos, nem a verdade se torna erro por ninguém a ver..." (GANDHI)
 
Introdução


Vamos procurar fazer um estudo sobre a questão da ressurreição, na tentativa de encontrar qual era o entendimento que os antigos tinham sobre isso.
Sabemos não ser muito fácil fazer esse tipo de pesquisa, pois os textos bíblicos de hoje, não sendo os originais e eivados de "vícios" de tradução, torna o resultado dessa tarefa assaz comprometido com a verdade, já que a verdade bíblica pode ser bem diferente da realidade. Por outro lado, conceitos arraigados que servem de arquétipo ao homem hodierno, talvez possam nos levar a um caminho fora do nosso objetivo principal que é saber a verdade verdadeira, vamos assim dizer.
Mas, para que não fiquemos apenas numa opinião isolada, e mesmo de pouco valor, trazemos a opinião do pesquisador holandês Emanuel Tov, especialista nos Manuscritos do Mar Morto:
"Nas cavernas de Qumran e em outros lugares de Israel, nós encontramos centenas de manuscritos, todos da Bíblia hebraica, o Velho Testamento. Comparando com as traduções que conhecemos hoje da Bíblia, notamos que há passagens que eram mais curtas, outras mais compridas ou com textos diferentes dos que conhecemos hoje. O Livro de Jeremias nos manuscritos aparece em uma versão talvez 15% mais curta. Isso significa que, nas cópias feitas por gerações após gerações, freqüentemente os escribas mudavam os textos, acrescentando alguns detalhes, suprimindo outros. Eles consideravam-se também autores e permitiam-se fazer alterações. Isso ocorreu com os textos de Homero, as tragédias gregas, não apenas com a Bíblia". (Revista Veja, edição 1747, ano 35, nº 15, 17 de abril de 2002, Ed. Abril, pág. 14).
Primeiramente, cabe-nos informar qual é o significado daquilo que iremos tratar. Diz-nos o Aurélio que ressurreição significa: S. f. 1. Ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar; ressurgência. 2. Rel. Festa católica comemorativa da ressurreição de Cristo, ao terceiro dia após a morte: 3. Fam. Cura surpreendente e imprevista. 4. Fig. Vida nova; renovação, restabelecimento. 5. Quadro que representa a ressurreição de Cristo. 6. Rel. Na doutrina cristã, o surgir para uma nova e definitiva vida, distinta e, em certa medida, oposta à existência terrestre, e que, a partir da ressurreição de Cristo, aguarda todos os fiéis cristãos.
E que ressuscitar significa: V. t. d. 1. Fazer voltar à vida; reviver, ressurgir. 2. Restaurar, renovar, reproduzir: V. int. 3. Voltar à vida; tornar a viver; reviver, ressurgir. 4. Tornar a surgir; reaparecer, ressurgir: 5. Escapar de grande perigo.
Assim, podemos, para o nosso estudo, concluir que ressurreição é a ocorrência pela qual faz volta à vida, tornar a viver ou reviver, quem passou pelo derradeiro momento da morte física. Nesse conceito mais abrangente podemos, também considerar como ressurreição a volta do Espírito à sua condição anterior no plano espiritual, ou seja, a ressurreição do espírito.
Já pelo conceito encontrado no Dicionário Bíblico Universal é:
Ressurreição não é a volta à vida. É de maneira inexata que se fala de ressurreição a propósito das crianças curadas por Elias e Eliseu (1Rs 17, 2Rs 4), a propósito do filho da viúva de Naim (Lc 7,11-17), de Lázaro (Jo 11) etc. Os textos se referem somente a um retorno à vida que não dispensa a pessoa beneficiada de ter que morrer um dia. Ressuscitar é descobrir, além da morte, uma vida de tipo novo, comportando relações novas dos homens entre si e dos homens com Deus.
O que não conseguimos estabelecer é quando e porque o povo hebreu passou a acreditar na ressurreição, pois os textos bíblicos, só mais tardiamente, por volta de 175 a 161 a.C., passam a falar dessa possibilidade.

Histórico


Nos livros que compõem o Antigo Testamento, percebemos que essa idéia aparece, como que caída de um pára-quedas, já que até o século II a.C, nem se pensava nisso, antes ao contrário, não tinham nenhuma perspectiva para a existência de alguma coisa depois da morte.
A cultura egípcia admitia a vida após a morte. Leiamos:
"A morte, para os egípcios, tinha um especial interesse. Havia entre eles uma crença absoluta no renascer dos mortos. Por isso, a preocupação em preservar o cadáver e o desenvolvimento da técnica de mumificação. De acordo com sua religião, a alma precisava de um corpo para morar por toda a eternidade".
"Acreditava-se que a morte apenas separava o corpo da alma. Daí, a obrigação a ser cumprida pelos parentes quanto ao morto querido: a mumificação de seu corpo".
"Se a vida poderia durar eternamente, desde que a alma encontrasse no túmulo o corpo destinado a servi-lhe de morada, era precioso, portanto, preservar suas características físicas". (A Magia do Egito, nº 01, pág. 47).
É interessante o que pensavam a respeito do após morte:
"A vida no outro mundo começava no próprio túmulo com uma viagem pelo subterrâneo. Primeiro, o ka (energia vital) deixaria o corpo acompanhado por ba (alma). O deus Coros conduz o ba através dos portais de fogo até o salão do juízo final".
"O julgamento final era a prova de fogo para que a pessoa morta alcançasse, finalmente, a vida eterna".
"No julgamento final, o morto deveria provar que foi verdadeiro e justo durante a vida, sem ter faltado com a verdade".
"Se a pessoa não passasse pelo julgamento final, estaria condenada a uma espécie de coma perpétuo, ou seja, teria então uma segunda morte porque, agora, o acesso à eternidade estaria vedado" (A Magia do Egito, nº 05, pág. 12).
"Os egípcios acreditavam que o corpo ressuscitaria magicamente do outro lado da vida por meio de um ritual chamado de ‘abertura da boca’. O sacerdote ou alguém da família tocava a boca do morto com um instrumento de metal para que ele pudesse ter uma boa passagem para o outro mundo e conseguisse pronunciar as palavras necessárias na hora do julgamento".
"No mundo dos mortos, os egípcios eram julgados pelo deus Osíris e seus 42 assessores. Diante de cada juiz, o defunto declarava não ter passado por determinada infração. Seu coração era pesado numa balança. ‘Se pesasse mais que a pluma da justiça de Maat, a deusa da ordem universal, o morto seria engolido por um monstro em forma de crocodilo, leão e hipopótamo e teria, assim, uma morte definitiva, deixando por completo de existir’, afirma o historiador Ciro Flamarion Cardoso, da Universidade Federal Fluminense". (As Religiões, pág. 42).
Ora, sabemos que o povo hebreu permaneceu por 430 anos em escravidão no Egito, tempo suficiente para incorporar, em sua cultura, os costumes do povo que o subjugava. O que nos causa espécie é por que a ressurreição não aparece na Bíblia desde a época dos hebreus no Egito?
O que vemos é que inicialmente nem tinham idéia de vida após a morte. Não aparece nem mesmo, quando promulgados, no monte Sinai, os Dez Mandamentos. Observamos que todas as recompensas e penalidades, estabelecidas por Deus, estão relacionadas às situações terrenas, não para uma vida futura.
Na visão que tinham, todos iam para o mesmo lugar; o sheol. Com o passar dos anos, desenvolveu-se a idéia que somente os injustos é que iam para lá. O sheol era na verdade a sepultura comum, da qual não viam nenhum corpo voltar, razão de pensarem que a vida só se resumia a essa aqui na terra. Quando imaginavam que alguém estava nas graças de Deus, davam a ela uma vida longa. É por isso que aparecem na Bíblia pessoas com tempo de vida inverossímil.
A idéia da ressurreição aparece, pela primeira vez, no período histórico situado entre 175 a.C a 161 a.C., narrados em 2 Macabeus e em Daniel, ambos relatos se referem a esse mesmo período.
É certo que alguns teólogos admitem que Isaías teria falado a respeito dela. Mas é difícil saber com certeza, pois quê "suas palavras foram conservadas e sofreram acréscimos. ... São acréscimos mais extensos ‘o Apocalipse de Isaías’ (24-27), que por seu gênero literário e por sua doutrina não pode ser situado antes do século V a.C.;..." (Bíblia de Jerusalém, pág. 1238).
Quando lemos em Is 26,19: "Os teus mortos tornarão a viver, os teus cadáveres ressurgirão", ficamos na dúvida sobre o que se trata realmente, mas, em nota de rodapé, explicam-nos:
"O texto poderia se entender como restauração nacional (cf. Ez 37) ou como afirmação da fé na ressurreição dos mortos (Dn 12,2). (Bíblia Ed. Vozes, pág. 912). Reportando-nos a Ezequiel, lemos: 37,1-14. Cumprindo-se os castigos anunciados pelo profeta (Ez 4-24) os exilados caíram em profunda prostração. Longe de sua terra, sem templo nem culto, estavam ameaçados de perder a identidade de povo eleito (cf. 20,32; 33,10). As esperanças de uma restauração pareciam perdidas (37,11). Neste contexto Ezequiel anuncia uma restauração milagrosa de Israel, a ser produzida pelo espírito de Deus". (Bíblia Ed. Vozes, pág. 1072).
E, confirmando essa afirmativa, citamos:
"Como em Os 6,2; 13,14 e Is 26,19, Deus anuncia aqui (cf. 11-14) a restauração messiânica de Israel, após os sofrimentos do Exílio (cf. Ap 2-,4+)".
Até aí estavam indo muito bem, mas...
"Contudo, pelos símbolos utilizados, ele já orientava os espíritos para a idéia de ressurreição individual da carne, entrevista em Jó 19,25+, explicitamente afirmada em Dn 12,2; 2Mc 7,9-14; 12,43-46; Cf. 2Mc 7, 9+. Para o NT, ver Mt 22, 29-32 e sobretudo 1Cor 15". (Bíblia de Jerusalém, pág. 1534).
Do texto de Ezequiel: "estes ossos representam toda a casa de Israel, que está a dizer: ‘Os nossos ossos estão secos, a nossa esperança está desfeita. Para nós está tudo acabado. Pois bem, profetiza e dize-lhe: Assim diz o Senhor Iahweh: Eis que abrirei os vossos túmulos e vos farei subir dos vossos túmulos, ó meu povo, e vos reconduzirei para a terra de Israel" (37,11-12), confirmando o que foi dito a respeito da restauração do povo de Israel, não é, portanto, uma ressurreição coletiva e nem individual o que se pode deduzir do texto. Vemos apenas como sendo uma tentativa de se achar uma saída para justificar a crença na ressurreição da carne.
Embora não fosse desta forma que pensávamos em tratar desse assunto, devemos, para uma melhor compreensão, ver o que se narra nos livros 2 Macabeus e Daniel.
a) Livro de Macabeus
"O Segundo Livro dos Macabeus não é uma continuação dos fatos narrados por 1Mc. É antes um relato paralelo a 1 Mc 1-7. Começa com os fatos do tempo do Sumo Sacerdote Onias III e do rei Seleuco IV (180 aC.). E termina pouco antes da morte de Judas Macabeu, com a derrota de Nicanor (161 a.C.). Apresenta-se como um resumo de uma obra mais ampla, em cinco volumes, de um tal de Jasão de Cirene (2,19-32). Este Jasão mostra-se bem informado ao menos sobre a situação em Jerusalém, a administração selêucida e seu funcionamento".
"O autor do resumo é um desconhecido, profundamente religioso, talvez um fariseu. É um apaixonado pela causa dos judeus e grande admirador de Judas Macabeu, seu herói principal. A obra de Jasão de Cirene deve ter sido composta em torno de 130 a.C. E o ‘resumo’ deve ser posterior a 124 aC (data da primeira carta; 1,9) e anterior a 63 a. C., quando Jerusalém foi ocupada pelos romanos. Como se nota pelas duas cartas iniciais e pelo prólogo, o ‘resumo’ foi composto em Alexandria e sobretudo para leitores da comunidade judaica local." (Bíblia Vozes, pág. 573).
"As informações que Jasão possuía – segundo o que podemos deduzir do resumo fiel – especialmente as notícias minuciosas e exatas sobre certas particularidades da história dos Selêucidas, informações precisas sobre títulos, cargos etc., nos levam a crer que tenha consultado arquivos palestinenses e ouvido boas testemunhas. É sabido, com efeito, que os judeus cultos da época costumavam empreender tais viagens e pesquisas".
"A exatidão das notícias, que Jasão só poderá ter recolhido por via oral, leva-nos a crer que as tenha escrito quando ainda vivas as testemunhas oculares dos fatos, e que, portanto, sua obra tenha sido escrita nos últimos 20 anos séc. II a.C.". (Bíblia Paulinas, pág. 553).
"Por que o autor sentiu necessidade de retomar uma história já conhecida? Qual a originalidade? Podemos dizer que a intenção do autor é reler os mesmos fatos, para mostrar que a luta em defesa do povo se enraíza na atitude de fé, que confia plenamente no auxílio de Deus". (Bíblia Pastoral, pág. 611).
"Os minúsculos que atestam a recensão do sacerdote Luciano (300 d.C.) conservam por vezes um texto mais antigo que os dos outros manuscritos gregos, texto que se reencontra nas Antiguidades Judaicas do historiador Flávio Josefo, que segue geralmente 1Mc e ignora 2Mc. A Vetus Latina, também, é a tradução dum texto grego perdido e freqüentemente melhor que o dos manuscritos que conhecemos. O texto que está na Vulgata não foi traduzido por são Jerônimo – para quem os livros dos Macabeus não eram canônicos – e não representa senão uma recensão secundária". (Bíblia de Jerusalém, pág. 718).
As informações acima são necessárias para compreendermos bem o que nos traz esse livro, observar principalmente o que grifamos em negrito. Podemos tirar que esse livro foi escrito por alguém que acreditava na ressurreição e o escreveu depois dos fatos acontecidos.
2 Mc 7, 9: "Estando prestes a dar o último suspiro, disse: ‘Tu, execrável como és, nos tiras desta vida presente. Mas o Rei do universo nos ressuscitará para uma vida eterna, pois morremos por fidelidade às suas leis".
Analisando a frase "nos tira desta vida presente" presumimos que acreditavam em outra vida, e quando se disse: "nos ressuscitará para uma vida eterna", confirma essa idéia. Então, a ressurreição aqui tratada é a do espírito. E sobre essa última expressão, nos informam na Bíblia de Jerusalém que: "Lit. ‘para uma revivificação eterna da vida’" (Bíblia de Jerusalém, pág. 777), o que sustenta idéia concluída por nós.
2 Mc 7, 11: "dizendo com dignidade: ‘De Deus eu recebi esses membros, e agora, por causa das leis dele, eu os desprezo, pois espero que ele os devolva para mim’".
Aqui, ao que parece, a ressurreição que esperavam é a do corpo.
2 Mc 7,13-14: "Passado também este à outra vida, submeteram o quarto aos mesmos suplícios, desfigurando-o. Quase a expirar, disse: ‘É desejável passar para a outra vida às mãos dos homens, conservando em Deus a esperança de ser um dia ressuscitado por ele Para ti, porém, não haverá ressurreição para a vida!".

Essa passagem é singular, pois volta à questão de se acreditar em "outra vida", entretanto o texto já induz à idéia de uma ressurreição futura, talvez a do juízo final. Mas, é aí que a coisa fica difícil de entender, pois em outras Bíblias encontramos coisa diferente, vejamos:
"Morto este, aplicaram os mesmos suplícios ao quarto, e este disse, quando estava a ponto de expirar: ‘É uma sorte desejável perecer pela mão humana com a esperança de que Deus nos ressuscite. Mas para ti, certamente não haverá ressurreição para a vida". (Bíblia Ed. Ave Maria).
Tiram a idéia do início de acreditarem em uma "outra vida", mas já não se tem a idéia que a ressurreição seja para um tempo futuro, dá-nos a entender que é próxima. Ao dizer que "para ti, não haverá ressurreição para a vida", que vida? Não seria a vida espiritual? Não seria a ressurreição do Espírito? Se for, ficaria contrário a idéia da ressurreição do corpo. Assim esse livro não nos fornece elementos seguros para saber o que realmente pensavam.
2 Mc 7, 23: "Por isso, é o Criador do mundo, que organizou o nascimento dos homens e preside à geração de todas as coisas, ele mesmo é quem, na sua misericórdia, vos dará de novo o espírito e a vida, pois agora desprezais a vós mesmos, por amor às suas leis".
Será que aqui poderemos entender que "vos dará de novo o espírito e a vida" como a ressurreição espiritual? Acreditamos que sim. Observar que é mais forte essa ocorrência do que a ressurreição do corpo.
2 Mc 12, 43-44: "Em seguida fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles".
Ao se oferecer sacrifícios pelos pecados apenas teria sentido se acreditassem que já estariam ressuscitados, para que esses sacrifícios tivessem valor imediato.
b) Livro de Daniel
"A data desta [composição] é fixada pelo testemunho claro fornecido pelo cap. 11. As guerras entre Selêucidas e Lágidas e uma parte do reinado de Antíoco Epífanes nele são narradas com grande luxo de pormenores insignificantes para o propósito do autor. Este relato não se parece com nenhuma profecia do Antigo Testamento e apesar de seu estilo profético, relata acontecimentos já ocorridos. Mas a partir de 11,40 muda o tom: o ‘Tempo do fim" é anunciado de um modo que recorda os outros profetas. O livro teria sido composto, portanto, durante a perseguição de Antíoco Epífanes e antes da morte dele, antes mesmo da vitória da insurreição macabaica, isto é, entre 167 a 164. (Bíblia de Jerusalém, pág. 1245).
"O livro de Daniel já não representa a verdadeira corrente profética. Não contém mais a pregação dum profeta enviado por Deus em missão junto de seus contemporâneos; foi composto e imediatamente escrito por um autor que se oculta por detrás dum pseudônimo, como já sucedera no opúsculo de Jonas". (Bíblia de Jerusalém, pág. 1246).
"Autor e tempo de origem: Dn 1-6 nos coloca no tempo do exílio babilônico (séc VI a.C.). Dn 7-12, onde Daniel fala de si na primeira pessoa, é atribuído a Daniel, judeu deportado em 606 aC. De fato, até o séc. XIX o livro foi atribuído a este profeta exílico; mas deste então tornou-se opinião generalizada entre autores não-católicos e católicos que na realidade o livro foi escrito no séc. II a.C, no tempo da perseguição de Antíoco IV, entre os anos 167 a 163 a.C., no início do período macabeu. ... Portanto, o autor é um desconhecido, talvez pertencente ao grupo assideu (cf. 1Mc 2,27), o que não exclui que o livro contenha elementos mais antigos".
"O Autor desconhecido quis oferecer aos seus contemporâneos, cruelmente perseguidos pelo rei Antíoco, um livro de conforto e consolação". (Bíblia Vozes, pág. 1086).
"Com efeito, este escrito foi redigido em três línguas: em hebraico, em grego e em aramaico; ora, os dois últimos idiomas não eram ainda utilizados no tempo em que o livro coloca o profeta. O seu redator, que escreveu certamente no segundo século a.C, serviu-se de documentos anteriores, que podem remontar até a própria época de Daniel". (Bíblia Ave Maria, pág. 40).
"Pouco depois dele, Dn 12,2 explicitará a fé numa retribuição após a morte e no pensamento dele esta fé estará ligada à fé na ressurreição dos mortos, já que a mentalidade hebraica não concebe a vida do espírito separada da carne. No judaísmo alexandrino a doutrina progredirá em caminho paralelo e irá mais adiante. Depois que a filosofia platônica, com sua teoria da alma imortal, tiver libertado o pensamento hebraico de seus entraves, o livro da Sabedoria afirmará que "Deus criou o homem para a imortalidade (2,23) e que depois da morte a alma fiel gozará de felicidade sem fim junto de Deus, enquanto os ímpios receberão seu castigo (3,1-12). (Bíblia de Jerusalém, pág. 798).
"A situação histórica coloca o nosso Daniel no reinado do Antíoco IV Epífanes, que determinou o extermínio da religião judaica e a consecutiva helenização da Palestina. O autor do livro de Daniel (a nós desconhecido) serve-se de histórias antigas, segundo o gênero agádico, então muito em voga (cc.1-6; 13-14), para inculcar esperança e fé aos judeus perseguidos por Antíoco IV. Assim como Deus protegeu Daniel e os seus companheiros de todos os perigos, assim acontecerá com os judeus que forem fiéis à Lei e às tradições religiosas. O autor não tem em vista descrever fatos históricos, mas histórias moralizadoras, que poderiam, na realidade, ter um fundo ou um núcleo histórico, mas de segunda importância. Os dados internos do livro, lingüístico, histórico e teológico obrigam-nos a datar o livro por altura da morte do rei Antíoco IV (165-164 a.C)". (Bíblia Santuário, pág. 1313).
A explicação que encontramos para o grupo dos assideus: "Forma grecizada do hebr. Hasîdîm, os ‘piedosos’, comunidade de judeus apegados à Lei. Eles resistiram à influência pagã deste antes dos Macabeus e tornaram-se a tropa de choque de Judas (cf. Mc 14,6), mas sem se subordinarem à política dos Asmoneus (cf. 1Mc 7,13). Segundo Josefo, durante a chefia de Jônatas, por volta de 150, eles se dividiram em fariseus (Mt 3,7+ e At 4,1+) e essênios, mais bem conhecidos desde as descobertas de Qumrã (cf. Ant. XIII, 17s)". (Bíblia de Jerusalém, pág. 724).
Os fariseus acreditavam na ressurreição, anjo, espírito, imortalidade da alma, coisas que dariam para justificar o aparecimento da idéia de ressurreição somente agora, já que estes dois livros; Macabeus e Daniel, provavelmente tiveram como autores pessoas com essas origens.
O historiador Flávio Josefo registra nessa época os fariseus, saduceus e os essênios, inclusive, os dois primeiros são citados no Novo Testamento.
Recapitulando: autor desconhecido, escrito por volta de 165-164 a.C., o que nos coloca em data próxima do livro anterior, ou seja, 2 Macabeus.
Dn 12, 2: "Muitos dos que dormem na terra poeirenta, despertarão; uns para a vida eterna, outros para vergonha, para abominação eterna".

Encontramos a seguinte nota na Bíblia Santuário: "O profeta anuncia a libertação de Israel após os horrores levados a efeito por Antíoco Epífanes. Além da ressurreição nacional, o v.2 anuncia a ressurreição da carne (Is 26,29; 2Mc 7,9-14, 23-36; 12,43-46). A doutrina da ressurreição da carne é tipicamente bíblica e semita, enquanto que a da imortalidade da alma é de sabor mais helênico". (pág. 1338/9).
Aqui, como já explicamos anteriormente sobre Ezequiel, é provável que a idéia seja mesmo a da ressurreição nacional, ou seja, restauração do povo de Israel.
Vejamos agora o que ainda mais encontrarmos para desvendar qual era o conceito de ressurreição.
a) Voltar à vida no mesmo corpo
Elias, que ressuscitou um filho da uma viúva (1Rs 17,14),
Elizeu, que fez o mesmo com um filho de uma sunamita (2Rs 4,32-37),
Pedro, por ter ressuscitado a jovem chamada Tabita (At 9,36-40),
Paulo, que fez voltar à vida o menino Êutico, que havia morrido após ter caído de uma janela (At 20,9-12).
Jesus, a filha de Jairo (Mt 9,24), o filho da viúva de Naim (Lc 7,11-17) e Lázaro (Jo 11,1-44).
Será que realmente houve propriamente uma morte? Devemos observar, que no caso da filha de Jairo, Jesus disse: "a menina não morreu, está dormindo" (Mt 9,24; Mc 5,39 e Lc 8,52). Em relação a Lázaro (Jo 11,1-44) a coisa é mais complicada, pois apesar de Jesus ter afirmado que "esta doença não é para a morte", e "nosso amigo Lázaro dorme", o texto bíblico apresenta uma contradição a partir do versículo 13 a 16, dizendo que se trata de morte mesmo. Ora, isso, a nosso ver, para se justificar a tese da ressurreição corporal, fizeram um acréscimo ao texto original, cujo conteúdo se retirarmos da passagem não perde a solução de continuidade da narrativa.
Temos dito, em várias oportunidades, que os médicos de hoje se tivessem vivido naquele tempo seriam considerados "profetas", pois com certeza, com os atuais conhecimentos de medicina, iriam "ressuscitar" inúmeras pessoas. A grande questão é saber se Lázaro e a filha de Jairo, e o filho da viúva de Naim estavam realmente mortos, ou se passaram por uma EQM - Experiência de Quase Morte, que tem despertado o interesse de vários pesquisadores nos tempos atuais.
Esse conceito é o popular, mas, como já demonstramos pelo Dicionário Bíblico, ele não é exato.
b) Voltar à vida em outro corpo
Lucas (9,7-9): "O tetrarca Herodes, porém, ouviu tudo o que se passava, e ficou muito perplexo por alguns dizerem: ‘É João que foi ressuscitado dos mortos’; e outros: ‘É Elias que reapareceu’; e outros ainda: ‘É um dos antigos profetas que ressuscitou". Herodes, porém, disse: ‘A João eu mandei decapitar. Quem é esse, portanto, de quem ouço tais coisas?’ E queria vê-lo". (ver Mt 14,1-2 e Mc 6,14-16).
Lucas (9,18-19): "Um dia Jesus rezava num lugar retirado e seus discípulos estavam com ele. Ele lhes fez a seguinte pergunta; ‘Quem sou eu no dizer das turbas?’ Eles responderam: ‘Para uns, João Batista, para outros, Elias ou algum dos antigos profetas ressuscitado’". (ver também Mt 16,13-19; Mc 8,27-28).
Por essas passagens podemos perfeitamente saber que o povo realmente acreditava que alguém que já havia morrido poderia voltar como outra pessoa, senão não teria sentido o que o povo pensava a respeito de Jesus. E se isso não fosse possível, com certeza, Jesus teria dito dessa impossibilidade. Assim, fica claro que o conceito de ressuscitar aqui nessas passagens pode muito bem ser entendido por reencarnar.
Somente devemos fazer uma ressalva quanto a João Batista, que não poderia se enquadrar nesse conceito, nós o estaremos explicando no item "d".
c) Ressurgir em Espírito
Qual a ressurreição foi pregada por Jesus, a da carne ou a do Espírito?
Para responder essa questão é necessário lermos a resposta que Jesus deu aos saduceus, negadores da ressurreição, sobre uma mulher que, para cumprir a lei mosaica, teve que casar com os sete irmãos. A dúvida deles era, quando da ressurreição ela seria mulher de qual deles? A isso responde Jesus: "As pessoas deste mundo se casam. Contudo, as que são julgadas dignas de ter parte naquele mundo e na ressurreição dos mortos, lá não se casam. E já não podem morrer outra vez, porque são iguais aos anjos e filhos de Deus, sendo participantes da ressurreição". (Lc 20, 34-36). São iguais aos anjos, isso significa que serão seres espirituais, daí não se justifica mais o casamento, que é coisa para os que possuem corpos materiais.
Jesus disse que "O espírito é que dá vida a carne de nada serve" (Jo 6,63), o que vem reforçar a nossa natureza como sendo a espiritual. Por outro lado, partindo de que "Deus é Espírito" (Jo 4,24) e que somos a sua imagem e semelhança, é inevitável concluirmos que, na verdade, somos também Espíritos.
Seguindo a leitura de Lucas, temos: "E que os mortos ressuscitem, é Moisés quem dá a conhecer através do episódio da Sarça Ardente, quando chama ao Senhor: o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; para ele, então, todos são vivos". (Lc 20, 37-38). Considerando que se afirma, na narrativa, que Abraão, Isaac e Jacó "todos são vivos" e que ainda não aconteceu o juízo final, para a esperada ressurreição dos corpos, se eles são vivos, são vivos, portanto, em Espírito. E concluindo, pela comparação de Jesus, eles já ressuscitaram, ou seja, estão vivendo a vida do Espírito, por isso não morrem mais.
Assim, concluímos que, o que Jesus ensinou foi a ressurreição do Espírito, não a do corpo físico, dogma de igrejas tradicionais. O que também poderá ser confirmado em Paulo, quando diz: "a carne e o sangue não poderão herdar o reino de Deus" (1Cor 15,50)
d) Ressurgir em Espírito influenciando outra pessoa
Mateus 14,1-2: "Naquele tempo, Herodes, o tetrarca, veio a conhecer a fama de Jesus e disse aos seus oficiais: ‘Certamente se trata de João Batista: ele foi ressuscitado dos mortos e é por isso que os poderes operam através dele!’".
Essa passagem nós a estamos colocando para explicar a questão de João Batista. Ora, se acreditavam que Jesus estava fazendo prodígios porque "os poderes de João Batista operam através dele", isso, num português bem claro, seria a possibilidade de um morto exercer algum tipo de influência sobre um vivo. Confirmando, pelo menos como uma hipótese muito provável, que aceitavam a interferência dos mortos sobre os vivos, ou seja, isso nada mais é que a comunicação entre os dois planos da vida.
Assim, também, podemos dizer que ressurreição, neste caso, seria a volta de um morto à condição de espírito.

Conclusão


Podemos, para encerrar este estudo, concluir que o conceito de ressurreição não é só o que se nos têm passado pelas tradições religiosas. É mais abrangente.
Mas ainda ficou uma questão no ar, poderá nos falar. Sim, deixemos de propósito para falar agora: Jesus não ressuscitou no corpo físico? Não, apesar de que isso possa causar um certo choque. Explicaremos.
Quando se apresenta a Maria de Madalena, Jesus disse "não me toques porque ainda não subi para meu Pai" (Jo 20, 17), entretanto, em relação a Tomé disse: "Põe aqui o teu dedo, vê as minhas mãos, aproxima também a tua mão, põe-na no meu lado" (Jo 20,27), nos parecendo uma contradição. Ainda fica mais difícil compreender quando colocam Jesus dizendo "porque um espírito não tem carne, nem ossos, como vós vedes que eu tenho" (Lc 24, 39), e, na seqüência, ele está comendo peixe com favo de mel (Lc 24,43). Tudo isso nos parece montado para justificar a idéia que os hebreus tinham que a alma não sobreviveria sem o corpo físico.
No livro de Tobias, encontramos um anjo fazendo coisas comuns ao seres humanos, inclusive comendo, mas ao final ele declara: "Eu sou Rafael, um dos sete anjos... Vocês pensavam que eu comia, mas era só aparência... E o anjo desapareceu. Quando se levantaram, não o puderam ver mais". (Tb 12, 15-22). No caso de Jesus não poderia ser uma materialização? Nessa hipótese estaria justificada a questão de ser tangível.
Mas considerando que, em determinas oportunidades, se manifesta e ninguém o reconhece, somente acontecendo após algum gesto, como isso poderia ocorrer se ele tivesse ressuscitado no corpo físico? Se fosse em espírito poderia muito bem pela sua evolução espiritual transparecer com tanta luz que não conseguiram mesmo prontamente identificá-lo. Teria ele quando vivo dito algo que negaria depois de morto, já que acreditamos que o que pregou mesmo foi a ressurreição do Espírito?
Todos os evangelistas são unânimes em dizer que o corpo de Jesus foi colocado num túmulo novo. Enquanto pela narrativa de Mateis (27.59-60) e Marcos (15,46) o túmulo era de José de Arimatéia, Lucas (23,52) não dá a entender isso e João (19,41-42) diz que o túmulo estava localizado no jardim perto do lugar onde Jesus fora crucificado, e o colocaram lá porque estava perto, ficando, portanto, a idéia que não pertencia a José de Arimatéia. Prestem a atenção "colocaram", não enterraram, não seria um lugar provisório?
Em Atos (5,6.10), quando se narra a morte de Ananias, e, logo após, a de Safira, sua mulher, está dito: "levaram para enterrar", ou seja, em definitivo. Assim, por falta de maiores comprovações, podemos concluir que o lugar onde colocaram o corpo de Jesus não seria o seu túmulo definitivo, o que, provavelmente, foi feito depois, daí a razão do desaparecimento de seu corpo, hipótese mais provável, pelas narrativas.
Por outro lado, no domingo de manhã, dois dias depois da morte de Jesus, algumas mulheres compram perfumes e foram ao sepulcro para embalsamar o corpo (Mc 16,1; Lc 24,1), reforçando a idéia de que foi colocado ali provisoriamente. No relato de João (20,1) somente Maria Madalena foi ao sepulcro, sem dizer o motivo, que ao encontrá-lo vazio, diz: "Retiraram do sepulcro o Senhor e não sabemos onde o puseram". (20,2), ou seja, falou exatamente o que se esperava acontecer.
Por que estamos dizendo isso? Quem vai nos tirar desse impasse? Em Atos (16,7) Paulo e Timóteo tentam entrar na Bitínia, aí diz o texto: "mas o Espírito de Jesus os impediu". Em 2Cor 3,17, Paulo afirma: "O Senhor é Espírito". Pedro nos diz que Jesus: "...sofreu a morte em seu corpo, mas recebeu vida pelo Espírito" (1Pe 3,18) e nos dá outra informação dizendo que Jesus foi pregar o Evangelho aos mortos (1Pe 4,4-6), e se isso aconteceu, Jesus só poderia ter feito em Espírito. Assim, tudo se converge para a idéia de que Jesus, após sua morte, ressuscitou em Espírito.
A conclusão final, portanto, fica-nos que a ressurreição contida na Bíblia é a do Espírito e não do corpo. E sendo a do Espírito, por ela também se admitia a influência desse Espírito sobre um encarnado.


Paulo da Silva Neto Sobrinho
Dez/2003.


Referências bibliográficas:

A Magia do Egito, Os mistérios da Civilização, nº 01, Editora Escala.
A Magia do Egito, Deuses e Mitos, nº 5, Editora Escala.
Bíblia Sagrada, Centro Bíblico Católico, Editora Ave Maria, São Paulo, 1989, 68a. Edição;
Bíblia Sagrada, Edição Barsa, Catholic Press, 1965.
Bíblia Sagrada, Edição Pastoral, Paulus Editora, São Paulo, SP, 43ª. impressão, 2001;
Bíblia Sagrada, Edições Paulinas, São Paulo, 37a. Edição, 1980;
Bíblia Sagrada, Editora Santurário Aparecida, São Paulo, 5ª Edição, 1984.
Bíblia Sagrada, Editora Vozes, Petrópolis, 1989, 8a. Edição;
Bíblia de Jerusalém, Paulus Editora, 2002, nova edição, revista e ampliada;
Novo Testamento, LEB – Edições Loyola, São Paulo, SP, 1984;
Dicionário Bíblico Universal, L. Monloubou e F.M. Du Bruit, Petrópolis, RJ, Vozes; Aparecida, SP: Editora Santuário, 1996.
Revista das Religiões, edição 2, Editora Abril, agosto 2003.
Revista Veja, edição 1747, ano 35, nº 15, 17 de abril de 2002, Ed. Abril

Reencarnação na Bíblia


O escritor José Reis Chaves, em seu livro "A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência" consegue, com grande clareza, provar que a reencarnação consta da Bíblia. No capítulo 3 – Através da Bíblia, diz:
"Há muitas pessoas que afirmam convictamente que a reencarnação não está na Bíblia. O autor deste livro também foi uma pessoa que pensava assim. Mas ela está lá, só que de um modo oculto, esotérico ou velado, sobre o que já falamos numa outra parte anterior deste livro".
"Quando Jesus disse que examinássemos as Escrituras, Ele quis dizer que nos aprofundássemos no estudo da Bíblia, para que pudéssemos compreender a sua mensagem".
"Portanto, não basta que nos informemos do conteúdo da Bíblia. É necessário que façamos um estudo profundo do seu conteúdo. E isso tem de ser feito por quem tenha estrutura para tal, ou seja, tenha um bom nível de instrução, seja inteligente e tenha dom para isso. É, pois, engano pensar que só um bispo, padre ou pastor sejam pessoas que entendam a fundo de Bíblia, embora encontremos entre eles grandes sumidades no assunto. Esses indivíduos, geralmente, pensam de maneira diferente da maioria dos padres e pastores sobre alguns textos bíblicos, embora, às vezes, sejam discretos em seus conhecimentos, pois têm de prestar obediência à hierarquia de suas igrejas. A nossa opinião é a de que o indivíduo só pode conhecer as Escrituras Sagradas, tendo liberdade de raciocínio e oportunidade, inclusive de comparar os textos bíblicos com os de outros livros sagrados de outras religiões, pois arquétipos junguianos estão, também, presentes nas literaturas de todas as escrituras sagradas, e não só da Bíblia".
Iniciamos colocando a fala de José Reis Chaves por ser ele católico, para não dizerem que nós, os espíritas, estejamos distorcendo os fatos a nosso favor.
Recomendamos, inclusive, seu livro a todos que sinceramente buscam conhecer a verdade, principalmente aos que seguem: "Examinai tudo, conservai o que é bom" (1 Tes. 5, 21).
Neste livro encontramos várias passagens bíblicas, analisadas, pelo autor, sobre a reencarnação, nós iremos nos concentrar apenas em algumas que podemos encontrar no Novo Testamento.
Em Mateus 16, 13-14, temos: "Tendo chegado à região de Cesáreia de Felipe, Jesus perguntou aos discípulos: "Quem dizem por aí as pessoas que é o Filho do homem?" Responderam: "Umas dizem que é João Batista; outras, que é Elias; outras, enfim, que é Jeremias ou algum dos profetas".
Veja bem, se o povo pensava que Jesus poderia ser João Batista, Elias, Jeremias ou algum dos profetas é porque acreditavam que alguém que já havia morrido pudesse voltar como outra pessoa, razão da resposta. Entretanto, não tinham noção como isso poderia acontecer. Sendo João Batista contemporâneo de Jesus, não haveria a menor possibilidade d’Ele ser João Batista reencarnado. É a única ressalva que poderemos fazer a esse texto.
Outra passagem que podemos citar é a de João 3, 1-8, entretanto essa talvez seja a mais polêmica, porquanto as várias traduções e interpretações da Bíblia são divergentes quanto ao termo "nascer de novo". Mas, mesmo assim a citaremos:
"Havia entre os fariseus um, chamado Nicodemos, dos mais importantes entre os judeus. Ele foi encontrar-se com Jesus à noite e lhe disse: "Rabi, bem sabemos que és um Mestre enviado por Deus, pois ninguém seria capaz de fazer os sinais que tu fazes, se Deus não estivesse com ele. Jesus respondeu: "Eu te afirmo e esta é a verdade; ninguém verá o reino de Deus se não nascer de novo". Disse-lhe, Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Porventura poderá entrar de novo no seio de sua mãe e nascer?" Jesus respondeu: "Eu vos afirmo e esta é a verdade: se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasce da carne e carne. O que nasce do Espírito é espírito! Não te admires do que eu disse: é necessário para vós nascer de novo. O vento sopra para onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem aonde vai. Assim é quem nasce do Espírito".
O que se pode deduzir do texto é que Nicodemos entendeu perfeitamente que era sobre nascer de novo, que Jesus estava falando, sua dúvida ficou apenas como isso poderia ocorrer.
Querem alguns que o nascer da água seja o batismo. Se for por que, então Jesus reafirma: O que nasce da carne é carne; o que nasce do Espírito é espírito. Perfeitamente coerente com o sentido de nascer da água, pois seu significado, à época, era de ser a origem da matéria. Vemos que toda a vida material, dela depende, e, especificamente nós os humanos, além de sermos mais água que carne, ficamos nove meses "dentro d’água" antes de nascermos de novo.
E, como afirmamos anteriormente, esta passagem é causa de longos e polêmicos debates.
Entretanto, encontraremos em Mateus (17, 10-13) a reencarnação de forma bem mais clara, senão vejamos: "Os discípulos lhe perguntaram: "Por que dizem os escribas, que Elias deve vir antes?" Respondeu-lhes: "Elias há de vir para restabelecer todas as coisas. Mas eu vos digo que Elias já veio e não o reconheceram, mas fizeram com ele o que quiseram.Do mesmo modo, também o filho do homem está para sofrer da parte deles. Então, os discípulos compreenderam que Jesus lhes tinha falado a respeito de João Batista".
Por que Elias não foi reconhecido? Porque agora animava outro corpo. Simples não?
Mas poderiam objetar: Jesus não afirmou que João Batista era Elias. Foram seus discípulos que pensaram assim. Certo! Mas em várias oportunidades Jesus demonstrou conhecer o pensamento das pessoas, por isso, se não disse nada em contrário é porque sancionava o que os discípulos estavam pensando.
As dúvidas poderão ser dissipadas nesta outra narrativa. Vejamos Mateus 11, 14-15: "E, se quiserdes compreendê-los, João é o Elias que estava para vir. Quem tem ouvidos, que escute bem". Essa última frase deve ter sido dita por Jesus por que sabia que muitos não iriam aceitar o princípio da reencarnação, mas reafirmamos: quem quiser ouvir que ouça!
É sempre colocada a passagem de Hebreus 9, 27 como contrária à reencarnação, que diz: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo, assim o Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da multidão, e aparecerá uma segunda vez, não, porém, em razão do pecado, mas para trazer a salvação àqueles que o esperam".
No texto não há nenhuma afirmativa contra a reencarnação. O que foi dito é o que acontece realmente, pois no presente corpo, em que o espírito nele habita, morrerá só uma vez, não temos nenhuma dúvida disso. Isso é válido para todas as vezes que ele (espírito) se reencarnar, ou seja, para cada reencarnação: somente uma morte.

Paulo da Silva Neto Sobrinho
 
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